Atenção!

"(...) apesar de ter mergulhado de cabeça nesse misterioso mundo das lesões neurológicas e suas possíveis consequências, não sou médica. Tudo o que coloco aqui são impressões e experiências pessoais. (...) Enfim, não sou uma profissional da saúde, apenas uma mãe muito, muito, muito esforçada em início de carreira".



sábado, 28 de maio de 2011

Cada movimento, um flash!

Filhote, está encerrado o nosso intensivão de Medek aqui na terra da garoa. Seu saldo, como sempre, foi super positivo. Você está de parabéns, Antonio Pedro. Pra variar, se mostrando cada vez mais guerreiro. Mamãe está dizendo isso porque sempre, mesmo diante das condicoes mais adversas, voce simplesmente da show! Desta vez, tinham os dentes ainda incomodando muito; a alergia respiratoria atacando com forca; os deslocamentos corridos e cansativos em duas sessoes diarias; o cansaco que ia se acumulando ao longo dos dias; as noites mal dormidas... E isso tudo em cima de um nenem de 1 ano e meio de idade! E ou nao e pra se admirar?! Claro que e, filho. Voce e admiravel.

Abaixo, uma compilacao de fotos bacanas. Videos, mamae bota mais tarde. Beijo que agora vamos aproveitar o resto do fim de semana para passear em Sampa com os tios queridos que vao ganhar uma foto conjunta no proximo post. Mamae promete.
































































"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar
alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos
os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser
pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a
todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e
do medo de perder algo tão amado. Perder ? Como ? Não é nosso,
recordam-se ? Foi apenas um empréstimo".

*José Saramago*

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Melhores Momentos de Ontem

Filhote, mamãe ainda não baixou da máquina vídeos e imagens de hoje. Então, vão aí mais alguns vídeos de ontem.

Hoje você comeu melhor! Só que está de novo com crise alérgica. Mas já liguei pro tio Jofre e pedi um anti-alérgico mais potente. Você tomou agora à noite. Vamos ver... A noite passada não foi muito boa...

Beijo!

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Menino do Rio

Oi filho! Você acabou de fazer sua primeira viagem de vião! E se comportou como um menino grande muito bem educado! Fiquei boba e toda feliz com nosso sucesso. Confesso que eu estava um pouco apreensiva. Não só por ser a sua primeira decolagem, mas porque estávamos guerreiramente sozinhos. Aliás, antes fosse só eu e você. Mas junto tinham nossa mala, seu carrinho, nossos casacos, a sua bolsa... Enfim, pra variar, mamãe teve que dar uma de malabarista para dar conta do recado. Mas dei! Claro, como eu disse, com a sua importantíssima colaboração.

Bom, viemos para São Paulo fazer mais um intensivão de Medek com a tia Renata. E nosso primeiro dia foi ótimo. Deu quase tudo certo. O quase aí fica por conta da hora da comida... Você papou feio. Mas seus dentinhos tão incomodando. Eu sei...

Agora já é hora de dormir. Por isso, mamãe vai escrever pouco. Mas abaixo estão dois vídeos fresquinhos e duas fotos lindas para que o papai, que está morrendo de saudades da gente, possa se deliciar um bocadinho...

beijo, perereco.

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Sentadinho

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Pombinho nosso de todo dia!


Olha como eu tô lindo, papai.


E essa foto tá até meio fora de foco, mas a mamãe achou que eu fiquei a sua cara...

sábado, 21 de maio de 2011

De Volta para o Futuro

Ai, ai, filho, lá está a mamãe de novo cheia de caraminholas, pensando sem parar no nosso/seu futuro. Se e como você vai andar; se e como você vai falar; quando vou conseguir te deixar sozinho numa escolinha; quando você vai deixar de usar fraldas; se você vai ter amigos bacanas; se você vai ter namoradas; se você vai casar, ter filhos... É, quando eu começo, vou longe, Antonio Pedro.

Seu pai briga comigo sempre. Vive dizendo que é besteira ficar pensando essas coisas, que a gente não tem como saber, que não precisamos ficar antecipando nada e blá blá blá... Tadinho, sei que ele fala isso tentado me ajudar e que não é blá blá blá. Ele realmente acha isso tudo.

Mas sabe, pacote, acho que pra ele é um pouco mais fácil. Porque de certa forma ele não vive no 'nosso' mundo. Eu explico: chamo de nosso mundo as muitas salas de espera de terapeutas, os pacientes delas, as histórias que sempre acabam chegando aos nossos ouvidos... Dos casos mais escabrosos e tristes aos que tiveram finais felizes e bem-sucedidos.

Vivenciar isso tudo é bom e ruim. Bom porque não canso de ver com os próprios olhos o quanto, apesar de tudo, tivemos sorte. Quanta gente existe numa situação bem pior que a nossa... Mas ruim porque me deparo com 'o futuro' o tempo todo. E é por isso que às vezes é impossível não pensar nele. Toda vez que vejo uma criança mais velha que você e como ela está, imediatamente começo a pensar em como será quando você estiver nessa idade.

É que por mais que a gente aqui já tenha aceito tudo o que aconteceu e não fique mais nos lamentando e perguntando 'por quê, Meu Deus?' o tempo todo, não sei se realmente estamos preparados ou nos demos conta do que pode estar por vir.

Muito disso vem do que o seu papai fala, de que não adianta mesmo ficar fazendo previsões no escuro. Mas também tem um pouco de não querer pensar mesmo. Não querer enxergar.

E o meu ponto é que ele pode fazer isso, ainda que não seja com essa intenção clara. Eu não. Eu cruzo com crianças com histórico parecido com o seu todos os dias. E, filho, nem sempre o que eu vejo é animador. Diria até que quase nunca...

Às vezes até fico puta comigo mesma por me decepcionar com o que deveria ser celebrado. Há pouco tempo mesmo, conheci um paciente que uma das suas 'tias' falava à beça. De como ele se superou, como conseguiu andar, se virar etc. Eu tinha toda uma imagem na minha cabeça. Um modelo. Uma esperança. E quando me deparei com ele, Deus perdão..., fiquei um pouco sem palavras. Não era o que eu esperava. Nem perto. Ele consegue tudo sim, mas de um jeito bem diferente do que eu imaginava.

Quando contei isso pro seu pai, bastante envergonhada de mim mesma, ele disse que eu era uma boba. Que não importava como você ia conseguir fazer as coisas. Que ele queria é que você conseguisse, do jeito que for. Me senti mais mal ainda. Mas, de novo, é mais fácil pra ele. Afinal, ele só ouviu de mim, não viu como eu. Acho até que se for o caso mesmo de você crescer conseguindo as coisas com muita dificuldade, vai ser até mais difícil pra ele do que pra mim. Já que eu já estarei mais familiarizada.

Enfim, é mesmo uma bobagem ficar tentando adivinhar o que será de nós. Até porque eu acho que, aconteça o que acontecer, a coisa vai ser tão gradual e nós já vamos estar tão acostumados a te amar tanto que o impacto obviamente não terá a força de hoje, ao ver um estranho especial. Você vai ser meu filho especial. E isso claro faz toda a diferença.

Pois é. Pra mim. E pros outros? E pra você? Como será que você vai lidar com tudo isso? E é aí que mora o maior de todos os meus medos: porque eu sei que vai depender muito de mim. De como eu vou te ensinar e te ajudar a lidar com as frustrações e dificuldades da vida. Não que isso não seja trabalho de qualquer mãe. Mas acho que o meu vai ser um pouco maior.

Mas não tem problema não, Antonio. Nunca fugi de trabalho nenhum na minha vida. E sempre fui muito competente em tudo o que fiz até hoje. Recebi bem mais elogios do que críticas. Por isso, filhote, não se preocupa. A mamãe vai dar um jeito para que a nossa história fique do lado das bem-sucedidas. Eu prometo. Você não precisa ter medo. Nunca. Eu estarei sempre ao seu lado. Pra te apoiar. Literalmente, se for preciso. Eu te amo, filho. Muito. Tenho medo de que você possa duvidar disso um dia. De que você tenha dúvidas sobre se é o que a gente esperava que você fosse.

Você é muito mais. Mesmo assim, tão pequenininho ainda...








quarta-feira, 18 de maio de 2011

Santo Antoninho

Então, filhote, ainda estou resolvendo a questão dos vídeos. Papai até converteu para um formato mais leve, mas ainda assim, o negócio tá demorando muito... Aí, vamos ter que cortá-los mesmo. Mas cadê que sobra tempo aqui para isso?

Tempo. Esta tem sido mesmo a nossa maior questão. A qualidade do nosso tempo deu uma caída nessas últimas semanas. Estamos num período meio heavy com muitas intercorrências.

Você está cada vez mais mostrando que puxou mesmo o lado alérgico/respiratório do seu pai e vive com secreção pra lá e pra cá. É uma semana bom, outra com o que até então chamávamos de resfriado, mas que agora está mesmo pendendo para crises alérgicas brabas... Dá uma peninha... Você lá, todo entupido, sem conseguir mamar direito, comer direito, dormir direito. Enfim, atrapalha todo o nosso esquema aqui, que já não é dos mais simples. Eu estava toda feliz há um tempo porque estávamos engrenando uma rotina excelente de alimentação com direito a café da manhã; almoço com sobremesa; lanche; e jantar com sobremesa! Mas aí, com você doentinho toda hora, o negócio voltou a ficar bastante instável.

Fora as nossas faltas nas fisioterapias; a interrupção da tentativa ferrenha em fazer você beber líquidos; e um cansaço geral em toda a família. Estamos todos exaustos. Você, eu e papai. Na noite retrasada, ficamos mesmo em claro. Não me lembrava da última vez que isso tinha acontecido.

Junto com seu quadro respiratório ruim, sua bivó também baixou ao estaleiro. Pegou um treco sinistro aí e foi parar quase 15 dias no hospital. Primeiro, falou-se em Dengue Hemorrágica. Mas depois acabou que foi uma virose forte que a debilitou muito e no fim ainda deixou uma pneumonia de presente... Ela já está em casa e se recuperando bem, mas perdemos o apoio onipresente da sua vovó. Que, tadinha, vive se dividindo entre cuidados com o pacotinho e o pacotão. Mas por necessidades claras, o pacotão tem precisado mais dela. Então, ficamos meio abandonados. Sim, justo num período conturbado.

Fazer o quê? É a vida. E, olha, a gente acaba aprendendo com as dificuldades. Vou dar um exemplo bem prático: com toda a catarrada que tem tomado conta de você, o problema de salivação elevada piorou muito. Aí, coitado, você que já engasgava com a sua saliva de bobeira, passou a sofrer um bocado. Mas... Como não é burro nem nada, aliás é muito esperteleco, acho que você sacou que o negócio teria que sair no tranco. Resultado: está engolindo melhor. Qualquer coisa. Da saliva a líquidos ou comida. Viu? A necessidade é a alma do negócio.

Ah! Esqueci de dizer também que estão saindo quatro dentes! Sim, quatro dentões ao mesmo tempo estão rasgando sem dó a sua gengiva. É mole ou quer mais? Mais? Então, tá. Hoje vimos que você fez de novo uma mega afta debaixo da língua de tanto tentar coçar os dentinhos de baixo...

Ufa.. Bom, Antonio Pedro, finda a sessão de descarrego é hora de deixar aqui imagens inspiradoras. Imagens suas, meu amor. Uma inspiração viva pra qualquer um que olha pra você. Porque mesmo com tudo isso, filho, mesmo quando a coisa desanda, você nunca pára de sorrir, de querer brincar, de tentar se superar. Você é exemplo, Antonio. Exemplo de quem veio ao mundo pra ser feliz. E pra tornar a vida de todos que cruzam o seu caminho, melhor. É o seu dom. E eu me sinto mais afortunada ainda por ser quem passa mais tempo ao seu lado.

Brigada, meu amor. Por tornar a vida mais fácil, mesmo diante das situações mais difíceis. Às vezes, eu até esqueço que é você quem passa pela maior das batalhas. Essa luta diária com o seu próprio corpo. Podem até dizer que você ainda é muito pequenininho, que não tem consciência do que acontece/aconteceu com você. Mas, olha, duvido que seja fácil ser assim tão pra cima, tão alegre, tão feliz passando por frustrações frequentes como não conseguir pegar o brinquedo que você quer; não conseguir se manter em pé; não conseguir sair correndo como as outras crianças que você olha tanto; não conseguir manter a cabeça olhando pra onde você deseja... enfim, não conseguir.

Tenha a idade que for, com essa inteligência que Deus conseguiu te preservar, é impossível não ter consciência de tudo o que você ainda não pode. E é exatamente por isso, por saber e mesmo assim não desistir de querer e fazer isso sorrindo, que eu afirmo a sua vocação para a felicidade. Você vai longe, Antonio Pedro. Tenho certeza. Eu não. Todos têm. Esse é mais um ponto. Você faz qualquer um acreditar. Acreditar em você. Isso é uma coisa importante que a mamãe queria que você soubesse e lesse mais pra frente. Desde sempre, nunca foi a força da mamãe, do papai, ou de quem quer que seja, que fez os outros crerem no seu potencial. Sempre foi você.

Bom, nem eu sabia que ia escrever tanto e tão profundamente hoje. Foi saindo... Mas antes que alguém ache que o Santo lá em cima é alguma espécie de devoção fanática, dei esse título porque finalmente cortamos o seu cabelo! E você ficou parecendo um Santo Antoninho...

Primeiro o vídeo testemunho...
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E, agora, o resultado:




beijo, pacote!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Estabilizador

Ai, filho... tô demorando horas pra conseguir fazer 'uploading' nos videos do Medek aqui no blog. Depois de quatro dias direto tentando, resolvi dar um intervalo e, enquanto penso numa alternativa, vou escrevendo sobre outras coisas. Se não, quando eu acabar de baixar tudo, você já vai estar andando... rsrsrs Mas já sei o que fazer. Vou catar um programa para editá-los e torná-los mais curtos. Assim, acho que vai mais rápido. O problema é que não sou das mais talentosas informaticamente... Mas quem sabe o seu pai não me ajuda?! Ou então, aceito sugestões! Se alguém souber de algum programinha 'para crianças', daquele estilo que até o mais lerdo consegue mexer, me fala!

Bom, também não quero esquecer de agradacer o apoio dos de sempre e de novos 'comentaristas'! Que me perdoem os antigos, mas adoro quando aparece gente nova! Enfim, de todo modo, essa força, como eu já disse aqui tantas vezes, é fundamental para a nossa caminhada.

E falando em apoio, em gente importante nessa nossa luta diária, já faz tempo que tenho vontade de falar de uma família especial que a gente conheceu primeiro via blog, depois em consultórios em comum e, agora, cada vez mais, filho, eles estão se tornando nossos parceiros. Acho que essa palavra é totalmente apropriada.

Sabe, pacote, no início da nossa história, a mamãe sofreu muito. E uma das maiores dores que eu sentia era por causa de uma espécie de solidão. Como se ninguém no mundo pudesse entender o que eu estava sentindo, o que eu estava passando. Foi muito, muito, muito difícil. A única coisa que me confortava era mesmo o apoio do seu papai, que estava nessa junto comigo.

Bom, o tempo foi passando e apesar das coisas terem ido adiante, da gente ter se fortalecido bastante, ainda assim, essa sensação de 'solidão' persistia. Eu já não sofria tanto, mas continuava me sentindo muito sozinha.

Onde eu quero chegar? É que só quando eu passei a conhecer outras histórias parecidas com a nossa que esse sentimento diminuiu e eu pude me iderntificar de verdade com outras mães. Até então, o fato de ser mãe por si só não bastava para eu me sentir parte do grupo materno em geral.

E isso aconteceu, filhote, quando eu tive uma das mais brilhantes ideias da minha vida: criar esse blog pra você. Juro que quando eu decidi começar a escrever era pra você. Nunca imaginei que eu estava era dando um presente pra mim mesma.

Porque é assim que eu encaro alguns dos contatos que eu fiz por aqui: presentes. Talvez os mais importantes que eu já ganhei.

E a Dani, Antonio Pedro, foi uma das primeiras mães a 'me encontrar'. Começamos trocando muitos e-mails. No início, eram mais desabafos mesmo. Mútuos e necessários. É incrível como tínhamos muito em comum. Além dos pacotes, descobrimos coincidências doidas como você e o filho dela terem quase o mesmo nome; o marido dela ter o mesmíssimo nome do seu papai; morarmos pertíssimo uma da outra; e frequentarmos o mesmo consultório neuropediátrico.

Com o tempo, nossas trocas passaram a ser mais práticas, além de continuarmos nos apoiando emocionalmente. Mas já mais fortes, trocamos contatos de terapeutas, dicas de acessórios úteis, macetes para melhorar a alimentação e ingestão de líquidos, fotos dos pimpolhos paramentados, dúvidas sobre medicações, conversamos sobre decisões difíceis sobre a rotina de vocês... Enfim, passamos a ser mães, como a maioria, só que dentro da nossa realidade especial. E como isso foi e é importante, filho... Graças a Dani e a algumas outras, mas que não tenho tanto contato, pude me sentir parte de algo e não solitária.

Já estava na hora de agradecê-la publicamente. Dani, muito obrigada por ter me achado. De verdade.

E agora que finalmente já nos conhecemos pessoalmente, espero que a gente continue se ajudando em tudo o que nos for possível. Conte comigo. Porque eu sei que posso contar com vocês. Por gestos pequenos como a sua teimosia em me dar as dedeiras no saquinho bonitinho até outros enormes - e bota enorme nisso! - como nos abrir as portas da casa de vocês para que o Antonio use o estabilizador do Pedro até que a gente decida aqui se compra ou não este trambolho!

A gente se vê! beijo grande.

Abaixo, as mamães e os pacotes. E, depois, Antonio fofo e alinhadérrimo no estabilizador.





quinta-feira, 5 de maio de 2011

1º dia - Conhecendo o Método

Filho, mamãe separou abaixo alguns videos do 1º dia do intensivão do Medek. Eu, você, Papai, Tia Renata... estávamos todos nos adaptando uns com os outros e com o método em si.

Mas, mesmo assim, tiveram horas em que você já começou dando show!

Minha ideia é colocar vídeos separados do 1º ao 5º dia para que todos, inclusive nós, possamos ter uma ideia da sua evolução.

Sim, teve evolução! Mesmo num período tão curto. Eu tenho pra mim que você é mesmo muito inteligente e que entende exatamente o que te exigem. Aí, a coisa funciona como treino. Quanto mais você faz, mais você pega o jeito e fica craque.

Parabéns, Antonio Pedro. Você merece.

Ah, sim! Neste 1º dia, recebemos a visita ilustre da saudosa tia Eliane... Beijo grande pra ela.

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Esse é o famoso pombinho. Nosso preferido.

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Essa é a série de pé, na mesa.

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E esse é o gato.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Medek

Filhoooo!!!!!!

Mamãe tá mega, hiper, super em falta aqui no seu blog. Mas é que são tantas emoções...

O trabalho continua pauleira, eu e você continuamos firmes e fortes e junto com essa rotina que por si só já é Power, ainda inventamos mais algumas coisas nos últimos dias. E a principal delas foi finalmente conhecer e experimentar um método de fisioterapia chamado Medek.

Pra quem nunca ouviu falar, o nome completo atualmente é Cuevas Medek Exercise e há todas as informações necessárias no site: www.cuevasmedek.com

Mas, resumindo, é um método inventado por um chileno, na década de 70, mas que ainda não é muito badalado por aqui. A mamãe ouviu falar a 1ª vez por uma dica em um e-mail da fisioterapeuta da chefe da sua tia Cris, irmã do papai. Na época, fuçamos bastante e, apesar de ficarmos bastante bem impressionados com o site e videos no Youtube, acabamos não indo atrás naquele momento. Isso deve ter pouco menos de um ano e ainda vivíamos o auge das suas crises convulsivas. Você estava numa fase muito sensível, fraquinho. E a mamãe em frangalhos emocionalmente... Ainda por cima, havia uma contra-indicação justamente para epilepsia. Como a tia Laís, sua neuro, também não conhecia o método muito bem, todos nós achamos que não era uma boa hora.

Bom, o tempo passou e o assunto voltou a nos rondar. A tia Suzane, sua T.O., quase foi para São Paulo fazer o workshop que o Ramon, o chileno inventor, dá no Brasil uma vez por ano. E ela tinha nos pedido para colocar você de cobaia para demonstração. Até topamos, mas no fim ela não pôde ir...

Aí, quando recebi no início do mês passado um e-mail da Bruna, mãe da Bebel, nossas 'amigas' de blog, oferecendo vagas para um intensivão de Medek que ela estava organizando aqui no Rio, mamãe decidiu que não tínhamos mais nada a esperar.

E, Antonio Pedro, foi a melhor decisão que tomamos nos últimos tempos. O negócio é a sua cara! Caiu como uma luva para o que você precisa. Basicamente, mexe com força, resistência. É ralação mesmo. Algo que a Madonna faria, caso ela precisasse de fisioterapia.

Sério, filhote. Foi a primeira vez que eu vi, ali na hora, você realmente fazendo força onde falta resposta muscular. E de um dia para o outro, já fez diferença. Mesmo. Foi barra pesada. De quinta à segunda, duas sessões por dia de 50 minutos mais ou menos. Foi no último feriadão que juntou Tiradentes com Páscoa. Pois é, nosso coelhinho veio em forma de tia Renata. E não poderíamos querer presente melhor. Além de linda, paciente e jeitosa com os pequenos, a tia Renata tem mão boa, como se fala no mundo fisioterápico. Boa não, execelente. A gente vendo já parece incrível, quando vamos tentar então... Aí é que dá pra ver na prática como uma boa mão faz diferença.

O único porém é que a tia Renata é paulista e para que ela continue a botar a mão em você, teremos que tentar um esquema de ir pra lá de tempos em tempos. A ideia inicial é irmos, pelo menos, uma vez por mês. Usaremos a casa do tio Bruno e da tia Thalita de hotel. Já avisamos a eles. Só espero que a gente consiga manter esse ritmo, justamente para não perder o embalo. Foi uma baita injeção de gás, de ânimo e, principalmente, de esperança, pacote.

Foi maravilhoso ver você respondendo, ver você reclamando mas fazendo, como se você também tivesse entendido que o troço pega, mas é justamente onde você precisa. Tanto que em vários momentos, você reclamava, reclamava, reclamava, mas quando via até onde você mesmo tinha conseguido ir, ficava tão contente quanto a gente. É isso. Antes de nós, acho que você mesmo se surpreendeu com você. Com o que você foi e é capaz. Não que a mamãe não soubesse, mas todos nós adoramos presenciar.

Um beijo grande na tia Renata. E, oh, nos aguarde hein! Já já estamos aí, no Paraíso... (Sim, ironicamente, o consultório da tia Renata em SP fica no Paraíso.)

Aqui, algumas fotos. Nos próximos posts, colocarei vídeos! Não deixem de ver.



Olha que pombinho lindo, tia Renata!






Antonio, lembra sempre, filho, quem senta, anda... Como já dizia a tia Laís.