Pois bem meus amigos, neste último fim de semana Antonio provou ser gente como a gente. Uma criança como outra qualquer! que curte ficar fantasiado. No caso dele, de tigrão. hahaha.
Deixa eu explicar melhor: estávamos nós mais uma vez na casa da vovó Zita, nosso refúgio em dias de arrumação na casa nova (que, aliás, parece não ter fim... Agora, estão montando os armários), quando a tia Cris apareceu com umas roupas que estavam pequenas no primo Tutú pra saber se eu queria alguma pra você. Enquanto eu olhava, você brincava alegremente com o seu papai do jeito que mais gosta: só de fralda, rolando no chão, fazendo os exercícios personalizados que só ele sabe e você ama. Ao pegar um roupão do tigrão, fui rapidinho colocar na sua frente pra ver se ainda cabia. Menino... quando eu saí de perto, foi um escândalo federal. Papai, achando que era porque eu me aproximei e saí, te deu rapidamente pra mim. Mas nada de você parar de chorar. Eu falava, conversava, te dava beijinhos e a coisa só piorava. Foi quando lembrei do roupão e o peguei para te mostrar e te perguntar se era isso o que você queria. Pronto! O choro cessou na hora e um sorriso enorme se abriu no seu rosto. Eu coloquei então o roupão em você e assim você ficou até a hora de tomar banho, tempos depois.
Pra confirmar tamanha alegria de ver que você estava tendo um comportamento totalmente apropriado para a sua idade, de tempos em tempos eu falava - atenção, só falava - que ia tirar o roupão e no ato, você fazia beicinho e ameaçava chorar. Aí, eu dizia que então deixaria mais tempo e você voltava a brincar sorridente. Só mesmo diante da água rolando no chuveiro que você deixou o roupão de lado e foi fazer farra no banho.
É ou não é uma notícia maravilhosa!?
E assim tem sido, Antonio, desde que começamos a investir nessa coisa da comunicação. Há outros exemplos menos claros de que cada vez mais você está achando e impondo maneiras de se fazer entender. Na maioria das vezes, ainda é no grito, mas mesmo assim acho o máximo. Na tia Clara, há umas semanas, teve um dia lá que você estava da pá virada e não queria fazer nada de fisioterapia. E gritava mesmo. Como que dizendo "nããããooooooo". Tanto fez, que ela teve que dar um jeito de te exercitar de outra forma e, de medek, passamos à plataforma vibratória até o fim da sessão.
Outro teste que fiz ontem foi lá na casa da vovó Tella. Eu perguntava "cadê" cada pessoa e até a cachorra. E você olhava na direção certinha do dito cujo ou cuja. Com brinquedos também. Eu vi, por exemplo, que você estava super interessado nos adesivos que comprei na banca e aí - sem tirar da sua mão - eu apenas dizia que não estava na hora de brincar com os bichinhos que colam. Chororô instantåneo.
Ou seja, Antonio Pedro, eu continuo que nem uma boboca te testando sem parar, mesmo você mostrando sem a menor sombra de dúvida que entende a maior parte do que se fala a sua volta. Mas filho, juro que não é porque eu duvido de você e sim porque você não faz ideia da alegria que eu ando sentindo a cada vez que você me mostra a sua inteligência.
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Olha aqui o meu tigrão. |