Foi quando me deparei hoje com um blog bem bacana. Na verdade, quem achou foi seu pai. Ele me enviou e fiquei hoje à tarde, bastante tempo, fuçando. E aí decidi que o que eu quero deixar aqui nesse fim de ano tem tudo a ver com uma postagem de lá - http://www.lovethatmax.com/2011/12/its-always-been-happy-birthday.html -.
Basicamente, a mensagem é Viva o hoje e não se angustie exageradamente pelo amanhã. Ou, simplesmente, VIVA. O ponto é que às vezes nos deixamos levar tanto pela gama imensa de coisas que podemos fazer por nossos filhotes especiais, que esquecemos um pouco de curtí-los como eles são. Não se trata de negação ou dificuldade de aceitação. Trata-se de amor puro e sincero, mas que pela quantidade surreal de informação, tratamentos, possibilidades, acaba passando por períodos um pouco mal direcionados.
Sem querer, a gente fica achando que a única maneira de vocês serem felizes, aceitos, plenos é tentando fazer com que fiquem o máximo possível parecidos com as crianças normais. Claro que essa luta é válida e digna, mas o problema é que muitas vezes os bichinhos estão lá felizes da vida. Quem não está contente somos nós.
O sorriso fácil, fácil do meu filho é minha prova maior de que ele é feliz sim. Muito. Mas é difícil me contentar com isso. Como se eu ficasse o tempo todo pensando no que ele sofre ou vai sofrer. Mas quem sofre sou eu!
Claro que existem várias coisas envolvidas aí. Antonio ainda é muito pequeno e acho que vai demorar a chegar o dia em que ele realmente tomará consciência da sua condição. Mas até isso não sabemos como será. Como ele vai encarar. E é pura bobagem ficar sofrendo por antecedência.
Enfim, a mãe do blog conta que precisou de cerca de 8 anos para, finalmente, relaxar e acreditar que o filho sentia-se feliz nas suas festas de aniversário. Como eu já pensei sobre isso outras vezes, espero poder ter esse sentimento genuino e livre de pressão mais cedo. O aniversário de 2 anos foi mais fácil que o de 1. E vou me preparando para o de 3, tentando manter essa consciência.
Não é fácil, mas acho que pode ser algo trabalhado e o esforço vale à pena.
No mais, parei há tempos de fazer planos. Atualmente acredito em ter objetivos, melhor, sonhos. Mas planos são frustrantes. Dos menores e mais bobos aos maiores e mais doloridos quando não podem ser realizados. Acho que qualquer um que tenha uma criança, um bebê, um bebê especial... sabe que fazer planos é algo totalmente arriscado. Quem manda são eles. E a gente faz o que pode, o que dá. E quando não dá, melhor inventar, se conformar, se divertir de outra forma.
Por isso, termino 2011 feliz com uma viagem marcada mais do que em cima da hora. Estamos partindo amanhã para uma pousada em Friburgo. Num esquema parecido com o do ano passado, quando fomos para Mauá, dia 31. Eu, você, papai e Marininha que, aliás, é a prova viva de como a falta de planos pode ser maravilhosa.
Que 2012 seja um ano cheio de surpresas. Que a gente consiga se virar nos 30 com o aumento da nossa família sensacional e só para não sair totalmente do padrão: Muita Saúde!
Mamãe te ama muito, ama o papai cada vez mais e não vê a hora de amar Marinoca.
FELIZ ANO NOVO!
Essa criança é ou não é feliz?