E aí, perereco?!
Ufa... a coisa aqui ainda tá agitada. Muito o que arrumar, bastante providências a tomar, orçamentos e mais orçamentos. Mas, estamos num esquema acampamento chique que está dando pro gasto.
E mesmo exausta, esperei todo mundo dormir pra vir aqui contar um pouquinho do curso de
CME (Cuevas Medek Exercices) que teve no Rio antes que o assunto envelheça muito.
Então, achei que valeu à pena. Apesar de o ideal mesmo seria se eu pudesse ter feito o curso. Mas era só para fisios e T.Os. Nós fomos alguns dias em horários determinados para colaborar, te cedendo carinhosamente como um dos modelos vivos.
Fomos três vezes. No primeiro, não deu pra ficar muito porque você estava cansado ou com incômodo no estômago, não sei, e aí estava chato, inquieto... Tio Ramon (como a pronúncia de presunto em espanhol) fez um exercício com você bacana, mas na fila para o segundo, você chorou e voltou pra mamãe. Aí, não duramos muito. O segundo dia foi o melhor! Você aguentou a tarde toda, deu show nos exercícios que o tio
Ramon Cuevas te usou de exemplo e depois segurou legal o tranco enquanto os alunos tentavam praticar em você. E no terceiro, de novo não foi uma Brastemp, mas aproveitamos. Até porque foi o dia em que o tio Ramon mais pegou em você. Neste terceiro (o último do curso) era para um grupo de fisios fazer uma avaliação e prescrever alguns exercícios de acordo com o que elas achassem que você mais precisava. Assim, ganhamos um programa que foi supervisionado pelo tio Ramon. E durante a avaliação das fisios, ele também ia lá dar uns pitacos.
O mais legal deste último dia (em que o papai também compareceu!) foi que a gente pôde conversar com o Ramon e falar um pouco de você e do método medek. Acabamos descobrindo que existe a possibilidade de irmos ao Chile fazer um curso com ele direcionado para pais. O objetivo é nos ensinar e nos capacitar para continuar a prática em casa, duas vezes por dia, seis vezes por semana! Caraca!
Estamos pensando seriamente. Mas, antes, precisamos criar o hábito de praticar. Seu pai que disse isso e ele tem razão. Se a ideia é justamente nos tornar mais aptos, é bom que a gente já tenha conseguido estabelecer uma rotina. Até para chegarmos lá não tão crus e não perdermos tempo com coisas que a prática pode nos dar aqui. Como o acerto da pegada, o costume com o seu peso, ganhar muque e resistência... É, filhotinho, a gente também tem que malhar para poder te ajudar. Musculação já!
Que mais? Ah! o negócio também funcionou como uma social incrível. Todo o Special High Society estava lá: tia Dani e Pedroca; tia Bruna e Bebel; tia Get e Sossô... e mais um monte de amiguinhos estragadinhos, além de uma turma conhecida de profissionais. Tia Suzane, tia Eliane, tia Alê, tia Renata, tia Clara, tia Katia... todo mundo ralando para ensinar ou aprender. Muito bacana.
E sobre o que eu ouvi do que deu para presenciar nos momentos em que eu estava lá, algumas coisas foram esclarecedoras. Nada que eu não soubesse, mas que ficaram mais sólidas.
Como, por exemplo, que a principal diferença entre o CME e os métodos tradicionais é que o objetivo do medek é provocar uma resposta automática do cérebro na região que deveria estar funcionando e não está. Nas outras fisioterapias, o mais comum é ajudar a criança a ficar funcional com o que ela vai apresentando com o passar do tempo. O medek quer que o cérebro acorde por completo ou o mais completo possível. Nas outras práticas, se trabalha mais com apetrechos e soluções para completar a função que não acontece sozinha.
O Ramon frisa muito essa importância do automático. Pra ele, não se pode auxiliar o 'acontecer' do movimento de jeito nenhum. Ele é contra chamar a atenção com brinquedos ou incentivo sonoro, por exemplo. A explicação é que o arranque do movimento aconteceria por estímulo visual e não motor. Ok. Entendo, mas na minha opinião não é preciso ser tão radical. Antonio é um que às vezes precisa de uma galinha pintadinha ou de um brinquedo para 'colaborar' nas sessões da tia Clara. E não consigo achar ruim. Ele faz tão bonitinho... Acho que dá para encontrar aí um meio termo. De vez em quando apelar para o lúdico, pra mim, tá valendo.
Outra coisa dita é que thera togs, elásticos do therasuit, orteses... é tudo bengala e vendem sonhos. Também não concordo tanto. Nem que seja para chamar atenção da importância que o lado emocional tem nisso tudo. Os elásticos do therasuit para o Antonio são, acima de tudo, um momento de felecidade total, de brincadeira, em que ele sente o corpo de maneira única. Mesmo que isso não tenha progressos físicos, os emocionais já valem as sessões. E como está tudo ligado, acho que o emocional vai acabar incentivando o físico e vice-versa.
Concluindo, é isso. Sou super fã do método e do seu criador, com as minhas exceções que, de maneira nenhuma, fazem cair a minha crença de que o medek é o melhor método de fisioterapia que existe. Pro meu filho, pelo menos. Lembro sempre que cada um é cada um e que o papel de nós, mães, é achar o que mais combina com nossos pitocos.
Beijo, pererequinho!
Eu, você, papai e tio presunto. A foto está meio sem foco, mas foi o que conseguiram... Não era permitido tirar fotos durante o curso para não atrapalhar e bagunçar o ambiente, que estava cheio à beça.