Atenção!

"(...) apesar de ter mergulhado de cabeça nesse misterioso mundo das lesões neurológicas e suas possíveis consequências, não sou médica. Tudo o que coloco aqui são impressões e experiências pessoais. (...) Enfim, não sou uma profissional da saúde, apenas uma mãe muito, muito, muito esforçada em início de carreira".



terça-feira, 13 de março de 2012

Uma Experiência...

...que deu certo!

Filho, filhotinho meu... você não sabe como a mamãe ficou feliz neste último fim de semana! É que tínhamos uma festinha pra ir, da Malu e do João, filhos da tia Flavis, e na falta de acompanhantes extras, mamãe decidiu ir na cara e na coragem com você no braço.

Vovó tava com a tchurma lá de casa toda doente. Vovô, dinda e namorado da dinda todos de piriri. Tia Carmen então teve que ficar com a Marina porque achei que ela ainda está muito novinha pra encarar uma barulhada. E papai... bom, papai deu um jeito de se livrar da gente, digamos assim. Homens adultos não curtem muito esses programas. Aí, ficou trabalhando até mais tarde.

Resultado: te vesti bem lindão, enfiei qualquer roupa que me coube (ainda preciso perder uns 8 quilos remanescentes...) e fomos. Detalhes importantes: decidi te levar de ortese nas perninhas e foi a maior bola dentro! Outra coisa que merece ser dita é que, assim como nas últimas semanas, você se comportou muito bem na cadeirinha do carro. Parece mesmo que os escândalos e esticações que nos impediam de andar com você na cadeirinha, muito menos com só uma pessoa dirigindo, ficaram para trás. Amém dez vezes!

Bom, chegando ao nosso destino, estacionei na rua e fomos a pé, eu com você no colo - pesadinho que só - até o local da festa. Resolvi não levar o carrinho que estava na mala porque seria mais uma tralha e eu tinha certeza que você não ficaria nele. Nota: Antonio Pedro já está pesando 10,800kg.

E, claro, eu estava certíssima. Você passou a festa inteira de pé e 'andando' com a ajuda da mamãe atrás da criançada. Quando eu sentava um pouco com você no colo para eu descansar, você brigava. A sorte é que tinham uns bancos de cimento em volta do play quase todo que eram da altura ideal para eu sentar e ficar com você em pé, escorado entre as minhas pernas. Só assim eu descansava. No mais, era pra lá e pra cá te segurando embaixo dos bracinhos e você lá com seus passinhos.

E, para a minha surpresa, você se entendeu muito bem com a ortese. Conseguiu dar os passos bem sincronizados e foi ótimo para dar estabilidade e apoio para o de pé. Achei que podia incomodar, doer... mas você pareceu muito satisfeito e confortável.

No fim, passaram-se 3 horas e duramos até o parabéns! Fato inédito.

Só as oito da noite, entramos no carro de novo para uma volta tranquila pra casa. Você quase dormindo na cadeirinha, exausto da bagunça, o painel do carro carregado de brigadeiros e brindes e a mamãe quase chorando de emoção. Só faltou lembrar a música de fundo que tocava na rádio... Com certeza, mais um dos nossos momentos poéticos. Em casa, papai e Marina nos esperavam já com saudades.

Parabéns, pitoco. Você está visivelmente crescendo, ficando mais maduro e mostrando mais e mais que vai chegar lá. Força, filho! E conta com a mamãe. Sempre.


Não deu para tirar nossas próprias fotos porque aí, sozinha, era demais. Eu seria uma espécie de mulher maravilha mesmo... Mas recebemos umas da tia Flavis que já podem falar por si como foi o evento. Festão. Aliás, se alguém precisar de dicas para festas e afins, a Flavia é A pessoa.
www.princesamalu.blogspot.com

















segunda-feira, 5 de março de 2012

O Início de uma busca Essencial - A Escola

Então, filho, já faz um tempo que estamos pensando em te colocar na escola. Na verdade, já tivemos vários ensaios, mas sempre acabava acontecendo uma coisa ou outra e nossos planos foram sendo adiados. Da última vez, a ideia era que você tivesse começado no início desse ano agora, mas... teve a gastrostomia no fim do ano passado, a gente se acostumando a ela, nossa meta dos 11kg, a Marina que acaba de chegar... Acabei achando que seria muita coisa para a sua cabecinha. Papai concordou, nossa fiel equipe também e, mais uma vez, o Projeto Escola foi para a gaveta.

Só que, com a graça divina, você e nós temos passado super bem pelos desafios apontados acima e agora fiquei eu aqui mega ansiosa de novo com essa história de escola. E não é à toa. É que você tem sinalizado - e não sei explicar muito bem como percebemos, é subjetivo - que está na hora. São situações que acontecem uma atrás da outra e vão me dando cada vez mais certeza de que você está pronto para esta etapa tão importante.

Decididamente você está conseguindo se comunicar melhor, mesmo com seus parcos recursos. O levantar da sua mãozinha tem sido seu método mais eficaz. É a levantando que você 'fala', por exemplo, que quer sair do colo do papai e ir para o da mamãe. Ou que você indica que quer aquele brinquedo que está ali perto. É fofo. Seu sorriso ou seu beicinho após te falarmos algo também mostra claramente quando você está entendendo o que estamos dizendo. Ontem te deixei na vovó para ir a uma festinha de amigos e quando, já na porta, falei que eu não ia demorar, mas tinha que sair, você fez um beicinho enooorme. Digno de uma criança qualquer. E como é bom perceber reações em você de uma criança qualquer...

Por essas e outras que estou louca para te ver interagindo numa escolinha. Sinto, sonho e desconfio que será maravilhoso para essa sua arrancada na comunicação.

E já que meu coração me diz, já comecei a mexer os pauzinhos para que ocorra o mais rápido possível. A primeira providência foi contatar uma T.O. chamada Miryam Pelosi, especializada em comunicação alternativa e tecnologia assistiva. Marcamos uma avaliação e minha expectativa é que ela nos ajude a já começar algo em casa e se torne nossa parceira na busca por uma escola pra você até o meio deste ano ou, no máximo, início do ano que vem.

Sim porque essa escolha parece difícil. A única certeza é a de que quero uma escola convencional. Mas dentro das convencionais, talvez não custe achar uma que tenha mais experiência com crianças especiais. Mas são tantas questões...

Uma escola maior em que você já possa ficar até grandão e assim não precisaria se adaptar de novo mais tarde ou uma menorzinha, mais aconchegante em que talvez você ganhasse mais atenção e se sentisse mais seguro?

Fora isso são tantos métodos... pedagogia Waldorf, método montessoriano, escolas mais alternativas por si só como a Escola Parque...

E o espaço físico? É melhor um ambiente grande, com muito verde ou algo como o quintal de casa, mais intimista?

Tem também a questão da acompanhante. Provavelmente será a própria tia Carmen, que acabou virando sua babá. Mas não sei se há escolas em que eles já tenham essas profissionais ou que prefiram indicá-las...

Ai, ai... Sei que no fundo vai acabar valendo o que o meu feeling me disser após as visitas que farei a algumas selecionadas, mas confesso que estou em cólicas aqui. Afinal é uma senhora responsabilidade. Claro que pra quase tudo na vida tem jeito e se eventualmente fizermos uma escolha errada, temos a chance de mudar. Só que eu queria que tudo ocorresse da maneira mais fluida possível pra você. Gostaria muito que desse tudo certo logo de cara. Que você se adaptasse bem, que eu confiasse na equipe, que a escola e os amiguinhos te acolhessem quase que instantaneamente e que você já mostrasse resultados nos primeiros meses.

É isso. Não vou sossegar até te ver feliz numa escolinha. A expectativa está grande. Dou notícias.


Cantinho da Marina bolota




sexta-feira, 2 de março de 2012

O que você quer ser quando crescer

Astronauta!


A brincadeira aí é por conta da nova roupa que a tia Suzane importou para usarmos nas nossas sessões de T.O., filhote. É a roupa usada na técnica de Therasuit que tanto queremos fazer lá nos Estados Unidos... A própria tia Suzane foi lá fazer o curso no fim do ano passado e disse que é hiper, super, mega, ultra indicado pra você. Por isso, está no início da fila de sonhos não tão distantes. Quem sabe este ano ainda? Vamos ver...

Mas até lá, a gente pode se virar bem com a danada da tia Suzane que fez o curso, amou a técnica e importou a tralharada toda. Da gaiola a todos os apetrechos necessários. A ideia dela é já ir usando o que aprendeu nos próprios pacientes. E nós somos felizes cobaias. Ontem foi o primeiro dia em que ela testou a roupa em você.














Aviso logo, o troço é meio complicado de colocar, ainda mais que não temos muita prática ainda, mas vale à pena. Demos sorte que você estava num dia bom, pitoco, e ficou quietinho só observando a tia Suzane esticar dali, puxar daqui... Um fofo.
























Só que uma observação: pra quem tem refluxo ou desconforto gástrico como o seu caso, amor, a roupa aperta bem e depois de um tempo, você se sentiu mal. Até deu uma pseudo vomitada. Uma cusparada avantajada, digamos assim. Aí temos que ir devagar. Colocando só um pouquinho de cada vez até você ir se acostumando.

No mais, os elásticos e o cinto que te deixam suspenso são ótimos. E vamos até fazer em casa! Aliás, nem te contei, mas estou com muitos planos para uma espécie de consultório particular que faremos pra você. Só com o que você mais gosta e precisa. Muito balanço, muita coisa suspensa... Estou super ansiosa. Depois conto mais.
















Por hoje é só, pessoal. Só um esclarecimento sobre porque chamei a roupa de astronauta:
TheraSuit é o nome dado a um traje desenvolvido para contrapor os efeitos negativos sofrido pelos astronautas durante a permanência longa no espaço, num ambiente sem gravidade, e que por isso, trazia sérios problemas anatômicos e fisiológicos (osteoporose, atrofia muscular, problemas cardio circulatórios e outros malefícios a todo organismo). O traje foi modificado durante as últimas décadas para ser usado em portadores de disfunção neuro-motora.


Cantinho da fofucha da Marina.

Ai meu Deus do Céu, que coisa gostosa!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Intensivão pós-carnaval

É isso aí, pitoco. Enquanto o povo ficou descansando, de ressaca pelo carnaval, nós botamos o bloco na rua em mais um intensivo de medek que a grande, magnífica, fenomenal, insuperável tia Renata veio dar mais uma vez na cidade maravilhosa. Ai, ai... que vontade de ter a tia Renata aqui com a gente todos os dias...

Algumas - execelentes! - observações.

1) decididamente, o senhorito está mais forte. Aguenta bem melhor a pauleira e mostra mais força para colaborar nos exercícios.

2) sente-se diferença no seu tronco, apoio de braços e sustentação de cabeça.

3) A marcha e sua gana de andar estão insuperáveis.

Aliás, abro aqui um parênteses: sabe, filho, essa sua felicidade ao dar seus passinhos, ainda que muito auxiliado por nós e apetrechos, me dá cada vez mais certeza de que você vai chegar lá. É uma dessas coisas que parece que será alcançada por insistência. Vontade, superação. Incrível, de arrepiar mesmo. Sua cara de satisfação, sua mudança de humor, sua expressão de orgulho... é uma das coisas mais lindas de se ver. Bom, vou parar de falar. Veja, e vejam, por si só.



E mais alguns cliques desses 5 dias suados:





quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Nossa amiga virtual, a Amazon

Como prometido, vou relacionar abaixo as principais compras que fizemos na nossa última leva de pedidos internacionais a uma amiga caridosa que vive lá e cá e se dispõe a trazer coisas pra gente sempre. De um simples curativo Tegaderm a um triciclo que conta como um volume no avião. Sim, é uma baita sorte termos 'achado' a Lisiane.

Antes da relação, queria falar uma coisa: antigamente, eu pesquisava muito em sites diversos e comprava cada coisa num lugar. Mas acabei chegando à conclusão de que a própria Amazon pode fazer essa pesquisa pra mim e hoje prefiro concentrar todas as compras por lá. Digito o nome no campo de busca e aguardo os resultados. Facilita muito e até agora não tive nenhum problema de prazos, entregas etc. Por isso, virei uma cliente fiel. Salvo raríssimas exceções em que entro em sites muito específicos, como no caso das faixas do material do theratog que compro na Fabrifoam.

n° 1 - aquela bóia com o suporte anterior:


http://www.amazon.com/Stearns-Puddle-Jumper-Deluxe-Jacket/dp/B003648OKK/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1329926347&sr=8-1


nº 2 - os tais suportes para andar:

http://www.amazon.com/Juppy-Baby-Walker-Original-No-lining/dp/B002UGCFDM/ref=sr_1_cc_1?s=aps&ie=UTF8&qid=1329926455&sr=1-1-catcorr


nº 3 - um colete salva-vidas bem bacana que ainda não estreamos, mas tem um suporte de cabeça que promete...


http://www.amazon.com/Stohlquist-Infant-Nemo-Personal-Floatation/dp/B002ZM4BOW/ref=sr_1_1?s=baby-products&ie=UTF8&qid=1329926623&sr=1-1

nº 4 - outra bóia ainda não usada, mas que também parece interessante pela área interna que serve de apoio:


http://www.amazon.com/Intex-59574-My-Baby-Float/dp/B000HAB296/ref=pd_rhf_se_shvl3

nº 5 - esse é um body bem legal para ir para a piscina para quem tem botton. E ele também tem proteção solar!


http://www.amazon.com/Coolibar-UPF-Infant-Swim-Bodysuit/dp/B0052O384E/ref=pd_sbs_a_7

nº 6 - o tal triciclo que compramos e ainda precisa de ajustes que vamos estudar. nem achei o link exato, mas é mais ou menos esse:


http://www.amazon.com/Smart-Trike-3---1-Tricycle/dp/B003FMEBBO/ref=sr_1_12?s=toys-and-games&ie=UTF8&qid=1329927171&sr=1-12

depois eu tiro foto aqui do nosso triciclo e conto as adaptações que foram necessárias e, claro, se deu ou não certo para o Antonio.

E é isso, gente. O resto foram curativos, remédios, vitaminas e sondas extras para o botton. Vale a dica para quem tem gastro. Nossas sondas aqui, ou extensores, têm vida útil mais ou menos de 1 a 2 meses. Por isso compro extras lá fora, que sai bem mais barato... O próprio kit completo do botton sai mais em conta e tem lá também!

Cantinho da Marina torcedora bochechuda:










terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Suporte

familiar, acima de tudo. Já falei e agradeci aqui muitas vezes, mas nunca é demais frisar o quanto o apoio e a aceitação da família é importante no caso de um filho especial.

Nossa, sei de tantas histórias em que o cenário não é assim... Um companheiro de luta, como seu papai, Antonio, já falei trezentas vezes é uma benção. Mas indo mais além, o carinho das suas vovós e vovôs, o coração aberto das suas tias e tios, madrinha e padrinho e todos os agregados é uma tremenda alegria. Olha, até os familiares mais distantes sempre se comportaram e se mostraram muito atensiosos com a gente. Tenho até medo de quando acontecer de termos que encarar o preconceito porque decididamente não estamos acostumados a ele.

Bom, claro que tenho várias teorias para explicar nossa sorte até aqui. A primeira delas é total mérito seu: pois acho que você, independente de qualquer limitação física ou intelectual, é tremendamente carismático. E isso ninguém ensina. É seu. O que eu acho é que essa característica nata caiu como uma luva para a realidade que vivemos e que você enfrenta e ainda vai enfrentar.

A segunda puxa a sardinha para o meu lado e do seu pai. É que eu tenho certeza que a forma como decidimos te amar, te assumir e o modo como nos posicionamos diante de toda a situação também influi muito no comportamento de terceiros. Nunca nos fizemos de coitadinhos e sempre preferimos exaltar as coisas boas e positivas que acontecem com você. Não que a gente esconda as ruins, mas não as valorizamos muito para espantar as nuvens negras o mais rápido possível. E isso acaba por contagiar quem está a nossa volta. Se ficássemos nos lamentando por aí, obviamente seríamos dignos de pena. Mas escolhemos ser alvo e referência de força, garra e coragem.

E a terceira teoria é que o povo que nos cerca é nota mil mesmo e devidamente evoluído e bom de corpo e espírito.

Eu poderia ficar aqui falando de um por um até amanhã. Hoje mesmo foi muito legal lá na casa da vovó Tella ver o namorado da dinda suar a camisa e machucar a coluna para fazer com você o que você mais gosta: te colocar para andar, te segurando pelo tronco ou pelas axilas. O que é legal é ver a boa vontade e a vontade de aprender que surge de forma genuína nessas pessoas novas no nosso convívio. Tem gente que pega o jeito mais rápido, como no caso dele, outras que ficam mais receosas e com medo, mas todo mundo sempre quer tentar. E isso me deixa muito feliz. Porque seria muito mais fácil não se envolver, ficar quietos no canto deles. Mas é muito difícil cruzarmos com alguém que não queira te pegar no colo, que não queira tentar te colocar sentado pra brincar, que não tente pelo menos brincar com você enquanto você está no meu colo. E, todos, sem exceção, ficam encantados com o seu sorriso, com a sua empolgação e vontade de fazer e acontecer. É bonito de se ver, viu. Essa relação que nasce desajeitada, mas que sobrevive e engrena pela vontade de ambas as partes.

Enfim, como falei dava para destacar muitas situações, mas o que me inspirou para vir aqui hoje foi uma tarde de brincadeiras com o seu primo Tutu. É que sempre me chamou atenção o fato dele nunca ter te deixado de lado, renegado ou estranhado. Veja bem, filho, criança é tudo de bom, mas até pela falta de freio, pode ser bastante cruel também. Por isso, eu não me espantaria se o seu primo de 5 anos não gostasse de brincar com você ou tivesse um pouco de distanciamento por ver que você é diferente. Ainda mais o Arthur que é uma espoleta, não pára quieto, é hiper esperto, fala pelos cotovelos... Concorda que se ele achasse chato brincar com você que não consegue fazer quase nada, não fala e não corre, seria até compreensível?

Mas incrivelmente, e eu não sei te dizer porque, ele sempre te acolheu. Nunca te ignorou e do jeito que pode sempre interaje, brinca e tenta obter de você uma resposta. Seja ela qual for. Outra coisa curiosa é que ele nunca havia perguntado nada a seu respeito até depois da cirurgia quando nos viu te alimentando pelo botton. Também, aí foi demais... Mas, olha, foi perguntar uma vez, ouvir a explicação e nunca mais tocar no assunto seguindo a vida exatamente como ele fazia e agia com você antes. Sempre esperei que ele me perguntasse por que você não anda, não fala, é tão molinho... Mas as perguntas ainda não vieram. Sei que a tia Cris não o proibiu de fazê-las. Então é porque ele te acha 'normal' a seu jeito e não se incomoda com isso. E acho que isso acontece justamente pelo ambiente, pelo clima a sua volta na nossa vida em família que sempre foi muito natural e aberto. O fato de nunca te escondermos, nunca fazermos nada com você escondido ou não ficarmos melindrados tornou você pra ele e para nós apenas mais um na nossa multidão de 8 ou 9.

Mas a tal situação que originou o post de hoje foi vocês dois brincando de pega com a ajuda de mais duas excelentes compras que fizemos na última leva da Amazon: são suportes para ajudar a criança que está quase andando a andar sem medo. Um deles pega desde lá debaixo no quadril, como uma fralda, até a cintura mais ou menos. E o outro é para a parte superior, na altura do peito. Não são uma coisa só, são independentes e não foram pensados para usar juntos. Mas nós quando os vimos, imediatamente, pensamos que poderiam ser complementares e servir muito bem para você, dando um descanso para as nossas colunas e braços. Estávamos certíssimos, vide o vídeo abaixo.




Acho que esses suportes nos ajudarão muito, filhote, e te deixarão bem feliz. A você e a nós que explodimos de emoção e alegria ao te ver tão satisfeito andando e até ensaiando a correr por aí.

Brigada Tutu pela naturalidade do seu relacionamento com o primico. Brigada Cris por ter criado um menino tão esperto e sabido. E, por fim, obrigada a todos que se aventuram a se aventurar com o nosso Antonio Pedro. Vocês, como nós, são para ele o que esse menino mais precisa, um verdadeiro suporte. Físico e emocional. Palavras nunca serão suficientes para expressar minha gratidão.


















obs: farei um post específico com fotos, informaçoes e links sobre as compras da Amazon.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Antonio Pedro Surfistinha

Oi filho lindo,

passei para postar umas imagens do nosso carnaval light. Não viajamos e nem nos aventuramos em bloquinhos mais animados. Mas ontem demos uma passada no bailinho do condomínio da vovó Zita. Como o intuito mesmo era ir pra piscina depois, adaptei sua roupa para a fantasia de surfista. Ficou bonitinho.



E, depois, tibum! Ficamos na piscina até sete e pouco da noite... E ah! estreamos uma das bóias que eu disse aqui que compramos na Amazon. Aliás, a maior parte das coisas que compramos desta vez se mostraram excelentes compras! Depois falo de tudo. Por hora, ficam as fotos dessa bóia bem bacana, por causa de um suporte anterior que não deixa sua cabeça cair pra frente fazendo você beber água. É que, apesar da sua sustentação do coco estar bem melhor de um modo geral, volta e meia, ela ainda pendia e você acabava engolindo água...

beijo, filhotinho!



































Cantinho da Marina Linda

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cuidados com o Botton

Recebi um comentário tão atencioso que merece ser publicado. Com certeza pode ajudar muita gente e na parte dos comentários, ficaria escondido. Então, lá vai:

Por Sandra, mãe da Heleninha

oi Adriana,

quis muito comentar algumas coisas: A Helena apresentou poucos problemas com a cicatrização do orifício do botton e os médicos sempre me perguntam quais cuidados eu tomo, assim algumas coisas que ajudam no caso dela são:

molhar com água de piscina é um veneno, além do tegaderm vale fazer o curativo com gaze (dobrada em quatro e com um pequeno corte) que acaba protegendo exatamente a área em volta;

secar a cada dieta em volta, bem sequinho mesmo, o que mais provoca as feridinhas são os resíduos de alimentos que acabam vazando sempre, concordo um verdadeiro saco!!!;

comidinhas ou fórmulas com maior índice de acidez provocam com certeza feridas no orifício (frutas que já provocaram pequenas feridas na Helena: kiwi, abacaxi, caju e acerola) a alimentação apesar de variada acaba tendo que ser limitada ao que não provoca problemas...fazer o que né?;

balão do botton meio vazio, não sei qual é o "tamanho" do botton do Antônio, mas o da Helena é 1.8 - uma medida que se modifica a cada troca de botton dependendo do ganho de peso do bebê...se o balão fica meio vazio além do botton se movimentar bastante o que aumenta o atrito botton /pele os vazamentos são inevitáveis - o tamanho do botton vale para observar a qtdade de água destilada que deve estar no balão. As instruções mais específicas vêm no manual, mas no caso da Helena (indicação de 3 a 5 ml de água) mantemos sempre com 4 a 4,5 ml e pode acreditar que a perfusão desta água do balão para o estomago é bem mais comum do que pensamos. Antes checávamos a cada três dias, mas estamos fazendo semanalmente e tem sido o suficiente. Hoje mesmo fizemos a checagem e houve perda de 0,4 ml da semana passada para esta;

por incrível que pareça a pomada que mais funciona no caso da Helena e o nosso velho e bom Bepantol Baby...já experimentamos das norte americanas às alemãs e nosso querido Bepantol nos salva (aplicações diárias com cotonete após o banho e secagem com gaze);

por fim e esta é a mais difícil...manipulação do botton, sei que é pedir muito, mas a muita gente manipulando é sempre problema...como no caso da helena somente eu e o Guilherme manipulamos é bem mais difícil puxarmos muito ou "tombarmos" o botton na colocação e retirada da sonda - o que comprovadamente fere as bordas do orifício...aff qdo tivemos a ajuda de algumas técnicas de enfermagem a coisa bolou...e tem outra coisa muito chata, eu sei, porque sou a chata...rs...pegar a Helena no colo com a sonda (desligada do equipo mas ainda conectada a ela) e mesmo sem sonda mas "relando" o botton no abdomen da pessoa que pega é fonte certa de feridinha;

a última...prometo...nunca deixar a sonda conecetada para facilitar a próxima "seringada" de comidinha...a sonda por mais leve que pareça sempre "puxa" o botton em uma direção e descompensa a outra (direção) o que provoca os famigerados quelóides...aff chega né? Mas é que já se vão um ano e três meses do uso do botton e acho legal que as pessoas troquem informações de aspectos que a maioria dos médicos não discutem em consultas...

por fim a estomaterapia é uma opção fantástica com o cuidado do estomaterapeuta ser da "ala" pediátrica, os de adultos são pouco acostumados e as vezes os medicamentos e a manipulação não são condizentes com a "escala" dos pequenos...

bjocas para os dois lindões

Sandra e Lelê

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Brincando dentro da Caixa

Tem gente que pensa fora da caixa. Nós, filhotinho, com igual inteligência às vezes brincamos dentro da caixa.

Bom, passado o momento mini-filosófico, vou falar sobre o assunto sem metáforas. Até porque é literalmente isso mesmo: mostrar você brincando dentro de caixas grandes, que acabam funcionando bem para te escorar e te 'aninhar'.

Faz tempo que eu já poderia ter falado sobre isso aqui. Pois a coisa é antiga e surgiu como uma ideia da sua T.O., a tia Suzane. Sempre ela... Nos contando sobre a experiência dela no início da carreira com crianças e famílias mais humildes, falou que muitas vezes uma simples caixa de papelão resolvia bastante o problema.

Mais detalhadamente, ela usava uma caixa de papelão com tampa, onde fazia um buraco meia-lua para a criança entrar e poder brincar com os bracinhos do lado de fora apoiados na tampa, agora fazendo as vezes de mesinha. Deu a dica de que a caixa em que vinham produtos da Natura para as revendedoras era excelente para isso.

Aí... lá foi sua vovó Tella pró-ativa atrás das moças que ela conhecia que vendiam Natura. Valeu da Luana do salão a Nice, empregada boa praça que sempre nos deu a maior força, principalmente no período de férias das colaboradoras aqui de casa. E foi ela mesma quem conseguiu primeiro.

Com a caixa em mãos, levamos para a tia Suzane cortar e depois a mamãe encapou com um papel de presente bonitinho.

Deu certo? Hum... mais ou menos. Até conseguimos algumas vezes te enfiar ali, mas você, como já disse aqui tantas vezes, não suporta ficar preso e era uma luta te colocar e te manter lá dentro. Mas usamos algumas vezes sim. E pode ser algo que não se ajustou muito a você, mas pode se ajustar a outros amiguinhos. Por isso, a ideia é muito válida. Principalmente pelo pouco investimento! Num universo em que dar um espirro custa os olhos da cara é uma solução animadora...

perdão... é um video antigo e escuro e em que a caixa está sem tampa... mas não achei outras imagens desta caixa...


Mas por que estou falando disso hoje? Porque há pouquíssimo tempo, tentando me desfazer de algumas tralhas acumuladas, eu decidi que era hora de dar adeus a tal caixa e levei para a própria tia Suzane passar para alguém. E aí, coincidentemente, no domingo lá na casa da vovó Zita me surge uma caixona amarela, do material de engradados de cerveja, mas bem maior e mais baixa um pouco. Papai falou que era uma caixa antiga, onde vinham embalagens de leite. Bem, olhando pra ela, não sei porque na hora te imaginei ali dentro brincando. Me pareceu que seria mais suportável pela pouca altura lateral e por ser aberta. Bastava alguns enchimentos a sua volta.

Te peguei pelo braço e coloquei lá. Após uns primeiros segundos de resistência ao dobrar as perninhas, consegui cruzá-las e te botar sentado. Catei um monte de almofadas para te escorar dos lados e umas maiores para colocar na frente. Depois, peguei um de seus brinquedos preferidos - qualquer tipo de revista - e botei pra você brincar.

Bingo! Você ficou ali brincando bastante tempo e SOZINHO! Minha felicidade é justamente por isso. É raríssimo você ficar sozinho em qualquer lugar. E eu bem sei como você fica feliz ao se ver nessa situação. Eu e você.


























Bom, a moral da história é que às vezes nós mesmas temos capacidade de achar soluções para nossos filhotes, justamente por conhecê-los tão bem e, sim, por todo o caminho trilhado nessa estrada de tantas sessões de terapias. Acabamos absorvendo conceitos e nos tornando mais criativas a partir dos materiais e equipamentos profissionais, sem dúvida.

Termino dizendo para todas as mães que nunca duvidem desse potencial. Porque eu sei bem como é a angustia de muitas vezes achar que tem razão e duvidar de si mesma por pensar que temos que colocar as ideias ou indicações de especialistas em primeiro lugar. Nem sempre, povo. Eu demorei um pouquinho para ganhar essa auto-confiança. Mas hoje me orgulho dela.

Fui um pouco além aí nesse final, mas sempre acho importante passar esse tipo de mensagem. Adoro, respeito e tenho muito a agradecer a todos que nos acompanham, mas a ligação que existe e que se fortalece a cada dia entre você e eu, Antoninho, é soberana.

Fui, porque tenho muita criança pra cuidar. Beijo, filhote!