Atenção!

"(...) apesar de ter mergulhado de cabeça nesse misterioso mundo das lesões neurológicas e suas possíveis consequências, não sou médica. Tudo o que coloco aqui são impressões e experiências pessoais. (...) Enfim, não sou uma profissional da saúde, apenas uma mãe muito, muito, muito esforçada em início de carreira".



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Banho de Sol

Farra na pracinha hoje. Marina linda de morrer em sua roupinha de banho de sol, presente da tia Valéria; Antonio; e seu melhor amigo da praça João.

































































Nota: Sei que não temos exatamente como saber e que muita gente acha que nós, mães de crianças especiais, muitas vezes nos iludimos, mas posso jurar que Antonio sabia direitinho que a Marina era a irmã dele e estava muito orgulhoso em apresentá-la para a sociedade pracense.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Post Farofa

Ai, ai, filho...

mamãe está em cólicas porque com a falta de tempo estou deixando de postar várias coisas que seriam muito legais. Sim porque estou aqui às voltas com vocês dois, mas a vida anda e muita coisa acontece com você. Aliás, com a gente porque não consigo mais pensar em ninguém dessa família de modo individual.

Então, vamos a um post farofa com atualizações e assuntos variados.

A primeira coisa que eu já queria ter postado aqui há muito tempo é em relação aos seus incômodos gástricos que ainda não estão totalmente resolvidos. Acho importante falar disso para que nenhuma mãe que também viva a nossa angustia ache que só acontece com ela. E a verdade é que, ok, a gastrostomia foi sim uma cirurgia necessária e graças a ela estamos conseguindo te nutrir, o que tem te tornado muito mais forte e cheio de energia para tudo, mas... suas noites mal dormidas ainda nos assombram, sua babação irregular também permanece sem muita explicação e os choros volta e meia de dor nos fazem desconfiar de que algo aí no seu estômago e barriga continua causando problemas. Aí, o que podemos fazer é seguir investigando, procurando médicos, fazendo exames... mas a coisa fica naquele campo nebuloso do tudo pode ser. Pode ser por causa do quadro neurológico que causa também uma hipotonia de esôfago, por exemplo. Pode ter fundo psicológico devido à ansiedade. Pode ser o refluxo que mesmo com a fundoaplicatura não parou. Pode, pode, pode... Ninguém bate o martelo. E, pelo que ouvimos, mesmo que se descubra a causa, não há mais muito a ser feito além do que já incorporamos a sua rotina, que são paleativos mas que não resolvem. Coisas como comer a última refeição duas horas antes de dormir, tornar tudo mais pastoso, aumentar e fortificar as medicações contra acidez, beber água... Estamos nos convencendo de que pra isso também precisaremos de paciência. Porque quanto mais você melhorar motoramente, mais qualquer complicação associada ao seu quadro também deve melhorar. Então... o jeito é cair dentro das terapias e estímulos caseiros. Vão bora!































E, olha, graças a Deus, a tudo e a todos - como sempre falo -, parece que a volta de uma rotina regrada e sem furos de exercícios e terapias diversas tem mesmo feito efeito. E rápido. As tais crises de pânico e a resistência a certas posições têm melhorado pouco a pouco. E a cada nova sessão, você resiste menos, fica mais colaborativo e arrebenta! Tem sido assim com o medek de segunda-feira com a tia Maria Clara. Quando começou, em janeiro, achei que não daria certo. Você quase não deixava ela encostar em você. Não aceitava ir pro chão de jeito nenhum e parecia um pedaço de pau de tão duro que ficava com as suas esticações rebeldes. Mas a coisa foi melhorando e ontem você estava feliz fazendo os exercícios, querendo dar passos maiores que a perna. Ou seja, a teoria de que o tempão que você passou parado era a fonte dos nossos problemas posturais e sensoriais está com toda a cara de que estava correta. Mais um motivo para continuarmos mandando ver nos exercícios!



Que mais? Ah, mais uma coisa chatinha... Ainda não nos entendemos totalmente com o melhor cuidado que devemos adotar com a pele ao redor do seu botton. A cicatrização dessa área - ou melhor, a não cicatrização dessa área - ainda é um tormento frequente. Com idas e vindas de granulomas e quelóides e, agora, com o que parece ser uma feridinha que infeccionou e deu um pouquinho de pus. Um saco. Dói. Você reclama com razão e eu morro de pena... É um tal de testar pomadas mil, limpar com soros diferentes, merthiolate... queimar com Nitrato, passar Stomahesive, Nebacetin, Verutex, Contractubex... Ai, ai. Cansativo e me deixa irritada porque não resolve. Melhora, piora, melhora de novo... E o pior é que eu desconfio que a piscina possa interferir um pouco e ser ruim pra isso, mas nem pensar em te tirar da água! Olha que bonitinho você na última aula de natação no cavalinho!



Vou é continuar elaborando estratégias para tentar evitar que molhe. E vamos procurar também um estomatologista para ver se ele tem algo de novo para nos dizer...

Por fim, uma coisa bem bacana também que sentimos há pouco tempo é que você subiu alguns degraus. Sentimos isso por vários motivos. Alguns sutis como em relação ao lado cognitivo, que me deixam muito feliz! Coisas bobas como sempre brincar com você da mesma brincadeira na saída do banho e perceber que antes deu começar, você já sabe o que eu vou fazer e responde até antes! É assim brincando de esconder a cara no capuz da toalha de jacaré. Uma delícia diária que me fez comprar toalhas parecidas.



Na parte motora, foi uma surpresa ao ver a sua evolução quando te coloquei na cadeira que ganhamos do Sarah há tanto tempo, mas onde você nunca conseguiu se manter direito. Desta vez, foi nota mil. Pena que você não suporta ficar preso por muito tempo... Mas brincou com a revista e no computador com o papai.















Outro ponto que está nos empolgando. Pois você está começando a se interessar e a entender alguma coisa do mecanismo do computador e isso pode abrir muitas portas para a chamada comunicaçnao alternativa. A tia Suzane está usando bastante o I-pad no consultório e nós aqui estamos pensando seriamente em comprar um pra você. Chique, não? Fora isso, estamos com um contato de uma T.O. que é especialista nessa área de comunicação alternativa e tem inclusive grupinhos de crianças onde ela faz uma espécie de pré-escolinha. Queremos te colocar nisso rápido para aproveitar seu momento de interesse e não perder mais tempo de estímulo cognitivo. Dou notícias em breve.

E acho que por hoje chega, né? Ah! Só deixa eu contar que ontem fomos à consulta de acompanhamento ortopédico no Dr. Marcio Cunha e continua tudo bem, sem necessidade de intervenções cirúrgicas ou botolínicas. Você nunca precisou e ele disse desde o início que achava que não seria o seu caso. E assim permanece nas consultas anuais. Ele só ressaltou que devemos usar mais a sua ortese em casa e nas terapias para inibir o movimento de entortar os pezinhos pra dentro que você tem feito.

No mais, estamos na expectativa para a chegada de mais algumas aquisições que fizemos pela internet e que a amiga da tia Cris vai trazer. Desta vez, investimos em diferentes tipos de bóias para te ajudar na piscina; suportes para tentarmos 'brincar de andar', depois eu mostro exatamente o que é; e um triciclo! para aposentar o carrinho guarda-chuva e passear de bibi por aí.

Esse é um lá da tia Suzane. O seu está chegando.












Cantinho da Marina.








quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mais uma da série: separados por apenas 2 anos e 2 meses

Irmãos

Então, é chegada a hora de contar como andam se 'entendendo' os mais novos irmãos Matos.

No geral, bem. No início, você estava dando menos bola pra situação, filho. Meio que entrou no clima de festa. Ficava pra lá e pra cá com o papai do hospital pra casa; curtia lá o povo que ia visitar a mamãe; gostava de olhar e brincar com a irmãzinha quando a gente incentivava... Mas acho que você ainda não tinha sacado que aquela coisinha iria pra casa com a gente e mudar um pouco a nossa rotina.



Aí... nos primeiros dias em casa, ainda foi meio que parecido com o hospital. A gente falando toda hora: Antonio, cadê Marina? - e você ria, olhava pra ela, queria mexer levantando a mãozinha...













Mas... acho que depois da primeira semana, você começou a notar que ela não iria embora e estava se inserindo na nossa casa e família. E então começaram algumas reações que eu estou encarando como ciúme. Nada ainda de muito grave. Mas você passou a fazer mais manha, a chorar mais ao sair do meu colo ou simplesmente ao me ver e a encará-la fixamente como que tentando entender o que exatamente ela significa.



Uma coisa que não aconteceu - pelo menos, não percebi assim - foi você querer o peito de novo ao vê-la mamar. Você fica olhando com cara de quem está 'de olho' mesmo, mas não no sentido de querer mamar e sim como que falando: 'ai, ai, ai... essa é minha mãe, hein. O que você está fazendo aí?. Mas não chegou ainda a ter nenhuma atitude agressiva. O que - acho eu - não é mesmo da sua índole.

E o que acontece é só que temos tomado mais cuidado para não lamber muito a segunda cria com você muito perto. E também estamos estimulando ao máximo o seu contato com ela. E você curte. Gosta quando a colocamos no seu colo, quando deixamos você mexer nela. Não sei exatamente o que passa pela sua cabeça, mas você fica muito compenetrado e satisfeito. É bonitinho de se ver...

No mais, eu tenho conseguido sim me dividir à medida do possível. Como ela dorme mais durante o dia do que à noite, aproveito para ficar com você. Sei que muita gente vai me chamar de maluca, mas não estou fazendo força para trocar o horário da mocinha não. Gosto de poder ficar com o pequeno. Sim, estou bem cansada, mas vou dando um jeito. Mãe é mãe, oras...

Outra coisa boa é que ela pegou a chuquinha. Assim, posso tirar leite e deixar em casa para quem estiver com ela dar a mamadeira. Isso me dá liberdade para sair quando eu precisar, principalmente, para te acompanhar nas terapias! Coisa que eu achei que demoraria mais um tempo, mas que já voltei a fazer após a primeira semana!!!

É isso, pessoal. A seguir, fotos da mocinha desses primeiros dias.

Primeiro dia em casa, analisando o quarto dela:


Primeiro banho em casa:












Dormindo...












Essa é a imagem do paraíso. Os dois dormindo...


Caras e Caretas:



















E farra hoje na rede!











terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Antonio, cadê Marina?

Tá comigo, mamãe. Se preocupa não...





Promessa: Em breve, conto como está o comportamento do Antoninho com a chegada da irmã e posto fotos desses primeiros 18 dias de Marina Maia Matos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Filhos do Cesar

Antoneco, mamãe tá passando mal por não poder escrever aqui na frequência usual... Mas o negócio tá punk! Não tô reclamando não. Meus filhos estão lindos e saudáveis e eu continuo transbordando de felicidade. E, olha, já estou cansada há tanto tempo que nem estou achando assim tão diferente... O negócio mesmo é que todo o meu tempo está ocupado. Quando não estou com você, estou com a sua irmã e vice-versa. Seu papai, idem. Pra variar, o moço está nos dando a maior força. Papai nota 1000 de sempre.

Então, resolvi homenageá-lo. É que ele chegou em casa ontem com umas carteirinhas antigas dele da época de colégio e tal... coisas que ele catou de recordação na casa em que ele morou e que foi vendida. E as fotos 3x4 dele pequeno realmente lembram muito você. Ou, no caso, vocês. Já que Marininha está mesmo muito parecida com meu filhote lindo. Ou seja, ninguém nunca poderá dizer que tive filho do padeiro.

beijo!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Primeiras Visitas

Continuando a série "primeiras"...

(que, aliás, acaba aqui. Afinal, esse blog é seu, né, filhote?! Você até empresta para a irmã, mas já está na hora da mamãe voltar a falar de você como sujeito principal)

Bom, mamãe papou mosca e não tirou foto de todos que foram nos visitar, mas acho importante esse post sobre as visitas porque isso também foi uma experiência nova e diferente para nós. Muitos foram ver papai e mamãe no hospital quando você nasceu, filho. Mas não ter o bercinho com um bebê dentro no quarto foi algo bastante doído naquela época. Ficávamos lá explicando o que nem nós ainda estávamos entendendo para os amigos que apareciam. Foram dias de muita angustia em que recebemos muito apoio. Muitos faziam questão de ir até lá, mesmo que para nos ver rapidinho na salinha ao lado de fora da UTI, onde você estava. Passávamos a maior parte do tempo enfurnados lá dentro e era muito bom ter visitas de carinho nesses dias difíceis. Mostrávamos você por fotos e filminhos que fazíamos lá de dentro. Ninguém podia entrar. Só papai e mamãe e, em um dia da semana, os avós. Sua vovó não perdeu um. E a bisa também foi liberada! Enfim, são lembranças ainda muito vivas na minha memória...

Por isso acho hiper válido agradecer em público a essa galera que compareceu de novo. Desta vez, só para celebrar! Familiares e amigos de verdade que ficaram muito felizes por nós. E nós por poder agora mostrar orgulhosos nossa família reúnida e saudável. Sim, Antonio, considero você uma criança saudável. Especial, devido ainda às suas dificuldades motoras que eu não sei quando e nem em que nível serão sanadas, mas totalmente alegre, com saúde e muito potencial.

Povo, muito obrigada por fazer parte de nossas vidas.

Vovô Pedro e Antoninho, os primeiros que eu me lembro de ver no quarto:










Grande Bisa! Que, contaram, emocionou todo mundo lá na cafeteria do berçário ao chorar copiosamente quando papai apareceu com Marina nos braços.

















Tia Thalita!


Tia Bianca e vovó Tella, nossa acompanhante noturna:












Foram ainda:
Tia Paulette, tio Jander e tio Bruno
Tio Marquinhos, tia Camila
Fernando, Jaiê e Deca, amigos da mamãe da faculdade
Tio Gennaro, Teb e Dê
Família do papai toda: vovó Zita, vovô Antonio, tia Andrea, tio Antonio, primica Maria Antonia, tia Cris...
Julia Paula, diretamente de Portugal, representando a parte lusa da família
a dinda do Antonio Pedro e minha irmã, Tati
Tia Carmen
e acho que foi isso.







Nota: Marina completa hoje 1 semana de vida! E o umbigo caiu ontem, dia 18.01.12, só pra ter registrado.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Primeiras Horas

Bom, depois do parto em si, acho que pelo que mais ansiávamos era a ida do Cesar ao berçário, acompanhando Marina e o pediatra. E nossa pequena no telão da maternidade com uma cegoinha do lado. Sei lá, como se devêssemos isso aos nossos familiares e também quiséssemos para nós essa experiência tão... normal. Mas que pra gente era um sonho engolido.

Por incopentência alheia, não tenho registros desse momento. Só das imagens feitas pelo papai do lado de dentro. Mas já servem. Olhem aí Marinoca na incubadora em suas primeiras horinhas como qualquer bebê. Espertona, olhão aberto e se remexendo toda. Alívio...

Números da moçoila: Apgar 9 e 10! 46cm e 2,5kg cravados!



Para você, filhote:

Antoninho, você não apareceu na TV da maternidade, não foi pro berçário e não ganhou apgar 9 e 10 como a sua irmã. Mas, você, justamente por ter sido o responsável pelo maior susto de nossas vidas, nos fez crescer anos em horas e tenho ceteza que por causa de toda a nossa história juntos como família desde então nos tornou pais infinitamente melhores pra você, lógico, e para ela. Você deu esse presente a Marina, filho. Graças a sua vinda atribulada, somos hoje uma família sólida, forte, consciente, humilde e muito, muito, muito feliz.