No dia 09/11/ 2009, nasceu o Antonio Pedro, meu filhote. E, com ele, uma nova Adriana. Por causa de uma asfixia, ele ficou 24 dias na UTI. De lá pra cá, temos vivido um dia de cada vez, aprendendo e ensinando. Por causa da tal asfixia, meu pequenininho teve uma lesão no cérebro, na parte motora. E o tratamento é fisioterapia. Exercício, muito exercício. E amor, carinho, paciência... Já foram muitas batalhas vencidas. A continuação dessa história, pretendo ir deixando aqui. Torçam por nós.
Atenção!
"(...) apesar de ter mergulhado de cabeça nesse misterioso mundo das lesões neurológicas e suas possíveis consequências, não sou médica. Tudo o que coloco aqui são impressões e experiências pessoais. (...) Enfim, não sou uma profissional da saúde, apenas uma mãe muito, muito, muito esforçada em início de carreira".
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Irmãos
Então, é chegada a hora de contar como andam se 'entendendo' os mais novos irmãos Matos.
No geral, bem. No início, você estava dando menos bola pra situação, filho. Meio que entrou no clima de festa. Ficava pra lá e pra cá com o papai do hospital pra casa; curtia lá o povo que ia visitar a mamãe; gostava de olhar e brincar com a irmãzinha quando a gente incentivava... Mas acho que você ainda não tinha sacado que aquela coisinha iria pra casa com a gente e mudar um pouco a nossa rotina.

Aí... nos primeiros dias em casa, ainda foi meio que parecido com o hospital. A gente falando toda hora: Antonio, cadê Marina? - e você ria, olhava pra ela, queria mexer levantando a mãozinha...


Mas... acho que depois da primeira semana, você começou a notar que ela não iria embora e estava se inserindo na nossa casa e família. E então começaram algumas reações que eu estou encarando como ciúme. Nada ainda de muito grave. Mas você passou a fazer mais manha, a chorar mais ao sair do meu colo ou simplesmente ao me ver e a encará-la fixamente como que tentando entender o que exatamente ela significa.

Uma coisa que não aconteceu - pelo menos, não percebi assim - foi você querer o peito de novo ao vê-la mamar. Você fica olhando com cara de quem está 'de olho' mesmo, mas não no sentido de querer mamar e sim como que falando: 'ai, ai, ai... essa é minha mãe, hein. O que você está fazendo aí?. Mas não chegou ainda a ter nenhuma atitude agressiva. O que - acho eu - não é mesmo da sua índole.
E o que acontece é só que temos tomado mais cuidado para não lamber muito a segunda cria com você muito perto. E também estamos estimulando ao máximo o seu contato com ela. E você curte. Gosta quando a colocamos no seu colo, quando deixamos você mexer nela. Não sei exatamente o que passa pela sua cabeça, mas você fica muito compenetrado e satisfeito. É bonitinho de se ver...
No mais, eu tenho conseguido sim me dividir à medida do possível. Como ela dorme mais durante o dia do que à noite, aproveito para ficar com você. Sei que muita gente vai me chamar de maluca, mas não estou fazendo força para trocar o horário da mocinha não. Gosto de poder ficar com o pequeno. Sim, estou bem cansada, mas vou dando um jeito. Mãe é mãe, oras...
Outra coisa boa é que ela pegou a chuquinha. Assim, posso tirar leite e deixar em casa para quem estiver com ela dar a mamadeira. Isso me dá liberdade para sair quando eu precisar, principalmente, para te acompanhar nas terapias! Coisa que eu achei que demoraria mais um tempo, mas que já voltei a fazer após a primeira semana!!!
É isso, pessoal. A seguir, fotos da mocinha desses primeiros dias.
Primeiro dia em casa, analisando o quarto dela:

Primeiro banho em casa:



Dormindo...



Essa é a imagem do paraíso. Os dois dormindo...

Caras e Caretas:




E farra hoje na rede!


No geral, bem. No início, você estava dando menos bola pra situação, filho. Meio que entrou no clima de festa. Ficava pra lá e pra cá com o papai do hospital pra casa; curtia lá o povo que ia visitar a mamãe; gostava de olhar e brincar com a irmãzinha quando a gente incentivava... Mas acho que você ainda não tinha sacado que aquela coisinha iria pra casa com a gente e mudar um pouco a nossa rotina.
Aí... nos primeiros dias em casa, ainda foi meio que parecido com o hospital. A gente falando toda hora: Antonio, cadê Marina? - e você ria, olhava pra ela, queria mexer levantando a mãozinha...
Mas... acho que depois da primeira semana, você começou a notar que ela não iria embora e estava se inserindo na nossa casa e família. E então começaram algumas reações que eu estou encarando como ciúme. Nada ainda de muito grave. Mas você passou a fazer mais manha, a chorar mais ao sair do meu colo ou simplesmente ao me ver e a encará-la fixamente como que tentando entender o que exatamente ela significa.
Uma coisa que não aconteceu - pelo menos, não percebi assim - foi você querer o peito de novo ao vê-la mamar. Você fica olhando com cara de quem está 'de olho' mesmo, mas não no sentido de querer mamar e sim como que falando: 'ai, ai, ai... essa é minha mãe, hein. O que você está fazendo aí?. Mas não chegou ainda a ter nenhuma atitude agressiva. O que - acho eu - não é mesmo da sua índole.
E o que acontece é só que temos tomado mais cuidado para não lamber muito a segunda cria com você muito perto. E também estamos estimulando ao máximo o seu contato com ela. E você curte. Gosta quando a colocamos no seu colo, quando deixamos você mexer nela. Não sei exatamente o que passa pela sua cabeça, mas você fica muito compenetrado e satisfeito. É bonitinho de se ver...
No mais, eu tenho conseguido sim me dividir à medida do possível. Como ela dorme mais durante o dia do que à noite, aproveito para ficar com você. Sei que muita gente vai me chamar de maluca, mas não estou fazendo força para trocar o horário da mocinha não. Gosto de poder ficar com o pequeno. Sim, estou bem cansada, mas vou dando um jeito. Mãe é mãe, oras...
Outra coisa boa é que ela pegou a chuquinha. Assim, posso tirar leite e deixar em casa para quem estiver com ela dar a mamadeira. Isso me dá liberdade para sair quando eu precisar, principalmente, para te acompanhar nas terapias! Coisa que eu achei que demoraria mais um tempo, mas que já voltei a fazer após a primeira semana!!!
É isso, pessoal. A seguir, fotos da mocinha desses primeiros dias.
Primeiro dia em casa, analisando o quarto dela:
Primeiro banho em casa:
Dormindo...
Essa é a imagem do paraíso. Os dois dormindo...
Caras e Caretas:
E farra hoje na rede!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Antonio, cadê Marina?
sábado, 28 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Filhos do Cesar
Antoneco, mamãe tá passando mal por não poder escrever aqui na frequência usual... Mas o negócio tá punk! Não tô reclamando não. Meus filhos estão lindos e saudáveis e eu continuo transbordando de felicidade. E, olha, já estou cansada há tanto tempo que nem estou achando assim tão diferente... O negócio mesmo é que todo o meu tempo está ocupado. Quando não estou com você, estou com a sua irmã e vice-versa. Seu papai, idem. Pra variar, o moço está nos dando a maior força. Papai nota 1000 de sempre.
Então, resolvi homenageá-lo. É que ele chegou em casa ontem com umas carteirinhas antigas dele da época de colégio e tal... coisas que ele catou de recordação na casa em que ele morou e que foi vendida. E as fotos 3x4 dele pequeno realmente lembram muito você. Ou, no caso, vocês. Já que Marininha está mesmo muito parecida com meu filhote lindo. Ou seja, ninguém nunca poderá dizer que tive filho do padeiro.
beijo!
Então, resolvi homenageá-lo. É que ele chegou em casa ontem com umas carteirinhas antigas dele da época de colégio e tal... coisas que ele catou de recordação na casa em que ele morou e que foi vendida. E as fotos 3x4 dele pequeno realmente lembram muito você. Ou, no caso, vocês. Já que Marininha está mesmo muito parecida com meu filhote lindo. Ou seja, ninguém nunca poderá dizer que tive filho do padeiro.
beijo!
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Primeiras Visitas
Continuando a série "primeiras"...
(que, aliás, acaba aqui. Afinal, esse blog é seu, né, filhote?! Você até empresta para a irmã, mas já está na hora da mamãe voltar a falar de você como sujeito principal)
Bom, mamãe papou mosca e não tirou foto de todos que foram nos visitar, mas acho importante esse post sobre as visitas porque isso também foi uma experiência nova e diferente para nós. Muitos foram ver papai e mamãe no hospital quando você nasceu, filho. Mas não ter o bercinho com um bebê dentro no quarto foi algo bastante doído naquela época. Ficávamos lá explicando o que nem nós ainda estávamos entendendo para os amigos que apareciam. Foram dias de muita angustia em que recebemos muito apoio. Muitos faziam questão de ir até lá, mesmo que para nos ver rapidinho na salinha ao lado de fora da UTI, onde você estava. Passávamos a maior parte do tempo enfurnados lá dentro e era muito bom ter visitas de carinho nesses dias difíceis. Mostrávamos você por fotos e filminhos que fazíamos lá de dentro. Ninguém podia entrar. Só papai e mamãe e, em um dia da semana, os avós. Sua vovó não perdeu um. E a bisa também foi liberada! Enfim, são lembranças ainda muito vivas na minha memória...
Por isso acho hiper válido agradecer em público a essa galera que compareceu de novo. Desta vez, só para celebrar! Familiares e amigos de verdade que ficaram muito felizes por nós. E nós por poder agora mostrar orgulhosos nossa família reúnida e saudável. Sim, Antonio, considero você uma criança saudável. Especial, devido ainda às suas dificuldades motoras que eu não sei quando e nem em que nível serão sanadas, mas totalmente alegre, com saúde e muito potencial.
Povo, muito obrigada por fazer parte de nossas vidas.
Vovô Pedro e Antoninho, os primeiros que eu me lembro de ver no quarto:


Grande Bisa! Que, contaram, emocionou todo mundo lá na cafeteria do berçário ao chorar copiosamente quando papai apareceu com Marina nos braços.

Tia Thalita!

Tia Bianca e vovó Tella, nossa acompanhante noturna:


Foram ainda:
Tia Paulette, tio Jander e tio Bruno
Tio Marquinhos, tia Camila
Fernando, Jaiê e Deca, amigos da mamãe da faculdade
Tio Gennaro, Teb e Dê
Família do papai toda: vovó Zita, vovô Antonio, tia Andrea, tio Antonio, primica Maria Antonia, tia Cris...
Julia Paula, diretamente de Portugal, representando a parte lusa da família
a dinda do Antonio Pedro e minha irmã, Tati
Tia Carmen
e acho que foi isso.


Nota: Marina completa hoje 1 semana de vida! E o umbigo caiu ontem, dia 18.01.12, só pra ter registrado.
(que, aliás, acaba aqui. Afinal, esse blog é seu, né, filhote?! Você até empresta para a irmã, mas já está na hora da mamãe voltar a falar de você como sujeito principal)
Bom, mamãe papou mosca e não tirou foto de todos que foram nos visitar, mas acho importante esse post sobre as visitas porque isso também foi uma experiência nova e diferente para nós. Muitos foram ver papai e mamãe no hospital quando você nasceu, filho. Mas não ter o bercinho com um bebê dentro no quarto foi algo bastante doído naquela época. Ficávamos lá explicando o que nem nós ainda estávamos entendendo para os amigos que apareciam. Foram dias de muita angustia em que recebemos muito apoio. Muitos faziam questão de ir até lá, mesmo que para nos ver rapidinho na salinha ao lado de fora da UTI, onde você estava. Passávamos a maior parte do tempo enfurnados lá dentro e era muito bom ter visitas de carinho nesses dias difíceis. Mostrávamos você por fotos e filminhos que fazíamos lá de dentro. Ninguém podia entrar. Só papai e mamãe e, em um dia da semana, os avós. Sua vovó não perdeu um. E a bisa também foi liberada! Enfim, são lembranças ainda muito vivas na minha memória...
Por isso acho hiper válido agradecer em público a essa galera que compareceu de novo. Desta vez, só para celebrar! Familiares e amigos de verdade que ficaram muito felizes por nós. E nós por poder agora mostrar orgulhosos nossa família reúnida e saudável. Sim, Antonio, considero você uma criança saudável. Especial, devido ainda às suas dificuldades motoras que eu não sei quando e nem em que nível serão sanadas, mas totalmente alegre, com saúde e muito potencial.
Povo, muito obrigada por fazer parte de nossas vidas.
Vovô Pedro e Antoninho, os primeiros que eu me lembro de ver no quarto:
Grande Bisa! Que, contaram, emocionou todo mundo lá na cafeteria do berçário ao chorar copiosamente quando papai apareceu com Marina nos braços.
Tia Thalita!
Tia Bianca e vovó Tella, nossa acompanhante noturna:
Foram ainda:
Tia Paulette, tio Jander e tio Bruno
Tio Marquinhos, tia Camila
Fernando, Jaiê e Deca, amigos da mamãe da faculdade
Tio Gennaro, Teb e Dê
Família do papai toda: vovó Zita, vovô Antonio, tia Andrea, tio Antonio, primica Maria Antonia, tia Cris...
Julia Paula, diretamente de Portugal, representando a parte lusa da família
a dinda do Antonio Pedro e minha irmã, Tati
Tia Carmen
e acho que foi isso.
Nota: Marina completa hoje 1 semana de vida! E o umbigo caiu ontem, dia 18.01.12, só pra ter registrado.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Primeiras Horas
Bom, depois do parto em si, acho que pelo que mais ansiávamos era a ida do Cesar ao berçário, acompanhando Marina e o pediatra. E nossa pequena no telão da maternidade com uma cegoinha do lado. Sei lá, como se devêssemos isso aos nossos familiares e também quiséssemos para nós essa experiência tão... normal. Mas que pra gente era um sonho engolido.
Por incopentência alheia, não tenho registros desse momento. Só das imagens feitas pelo papai do lado de dentro. Mas já servem. Olhem aí Marinoca na incubadora em suas primeiras horinhas como qualquer bebê. Espertona, olhão aberto e se remexendo toda. Alívio...
Números da moçoila: Apgar 9 e 10! 46cm e 2,5kg cravados!
Para você, filhote:
Antoninho, você não apareceu na TV da maternidade, não foi pro berçário e não ganhou apgar 9 e 10 como a sua irmã. Mas, você, justamente por ter sido o responsável pelo maior susto de nossas vidas, nos fez crescer anos em horas e tenho ceteza que por causa de toda a nossa história juntos como família desde então nos tornou pais infinitamente melhores pra você, lógico, e para ela. Você deu esse presente a Marina, filho. Graças a sua vinda atribulada, somos hoje uma família sólida, forte, consciente, humilde e muito, muito, muito feliz.
Por incopentência alheia, não tenho registros desse momento. Só das imagens feitas pelo papai do lado de dentro. Mas já servem. Olhem aí Marinoca na incubadora em suas primeiras horinhas como qualquer bebê. Espertona, olhão aberto e se remexendo toda. Alívio...
Números da moçoila: Apgar 9 e 10! 46cm e 2,5kg cravados!
Para você, filhote:
Antoninho, você não apareceu na TV da maternidade, não foi pro berçário e não ganhou apgar 9 e 10 como a sua irmã. Mas, você, justamente por ter sido o responsável pelo maior susto de nossas vidas, nos fez crescer anos em horas e tenho ceteza que por causa de toda a nossa história juntos como família desde então nos tornou pais infinitamente melhores pra você, lógico, e para ela. Você deu esse presente a Marina, filho. Graças a sua vinda atribulada, somos hoje uma família sólida, forte, consciente, humilde e muito, muito, muito feliz.
Do Início:
Oi perereco, oi pessoal... Mamãe deu uma sumida porque ainda estamos naqueles primeiros dias punks! Mas vamos combinar assim: sempre que eu tiver um tempinho, venho aqui postar algo sobre o início de Marina em nossas vidas, ok?
Vamos começar com o vídeo do parto. A recuperação do parto normal é melhor que a da cesária? Sim. Diria até que a do parto normal é praticamente imediata, mas... ver um filho nascer com tranquilidade, num ambiente de risco controlado e escutá-lo chorar!!!! Isso não tem preço.
E, tirando os dois primeiros dias em que a dor é bem desconfortável e que todos brigam para você não falar ao mesmo tempo em que não param de falar com você, a coisa é bem suportável. Eu adotei uma tática de falar baixo e devagar. Acho que funcionou. Senti dor por gases apenas uma vez no dia seguinte. Fora isso, o sofrimento maior é onde foi o corte mesmo. Arde muito no começo, depois parece que está esgaçando tudo e, por fim, à medida que o tempo vai passando, todos esses incômodos vão diminuindo progressivamente. No primeiro dia, qualquer movimento - até na cama - é dolorido e difícil; hoje - 6 dias depois - já até pego o Antonio no colo um pouquinho. O que ainda não consigo é abaixar até o chão e carregar peso por muito tempo. Mas também, nem pode... Amanhã vou na Isabella fazer a revisão, mas acho que estou me recuperando bem.
Ah! quero falar também da anestesia. É bem diferente. E pior. Talvez seja o que eu mais achei ruim entre um parto e outro. É uma sensação bem estranha, formiga e depois parece que tem o peso de um trem em cima de você. Dá um pouco de enjôo e uma sonolência desconfortável. Fiquei consciente o tempo todo, mas assim, me sentindo meio mal. Depois que a criança nasce e é aquele alívio, ficamos um período grande ainda para ser costurada e limpa. Dá muito nervoso ficar sem sentir as pernas por umas duas horas. Ver as enfermeiras mexendo comigo pra cá e pra lá me fez lembrar de você, Antonio, de como deve ser horrível mesmo depender dos outros para mexer seu corpo... E isso fez a mamãe te admirar ainda mais. Acho que você tem muito com o que lutar todos os dias e nunca demonstra que quer desistir.
Beijo meu guerreirinho. Beijo, pitoquinha.
Vamos começar com o vídeo do parto. A recuperação do parto normal é melhor que a da cesária? Sim. Diria até que a do parto normal é praticamente imediata, mas... ver um filho nascer com tranquilidade, num ambiente de risco controlado e escutá-lo chorar!!!! Isso não tem preço.
E, tirando os dois primeiros dias em que a dor é bem desconfortável e que todos brigam para você não falar ao mesmo tempo em que não param de falar com você, a coisa é bem suportável. Eu adotei uma tática de falar baixo e devagar. Acho que funcionou. Senti dor por gases apenas uma vez no dia seguinte. Fora isso, o sofrimento maior é onde foi o corte mesmo. Arde muito no começo, depois parece que está esgaçando tudo e, por fim, à medida que o tempo vai passando, todos esses incômodos vão diminuindo progressivamente. No primeiro dia, qualquer movimento - até na cama - é dolorido e difícil; hoje - 6 dias depois - já até pego o Antonio no colo um pouquinho. O que ainda não consigo é abaixar até o chão e carregar peso por muito tempo. Mas também, nem pode... Amanhã vou na Isabella fazer a revisão, mas acho que estou me recuperando bem.
Ah! quero falar também da anestesia. É bem diferente. E pior. Talvez seja o que eu mais achei ruim entre um parto e outro. É uma sensação bem estranha, formiga e depois parece que tem o peso de um trem em cima de você. Dá um pouco de enjôo e uma sonolência desconfortável. Fiquei consciente o tempo todo, mas assim, me sentindo meio mal. Depois que a criança nasce e é aquele alívio, ficamos um período grande ainda para ser costurada e limpa. Dá muito nervoso ficar sem sentir as pernas por umas duas horas. Ver as enfermeiras mexendo comigo pra cá e pra lá me fez lembrar de você, Antonio, de como deve ser horrível mesmo depender dos outros para mexer seu corpo... E isso fez a mamãe te admirar ainda mais. Acho que você tem muito com o que lutar todos os dias e nunca demonstra que quer desistir.
Beijo meu guerreirinho. Beijo, pitoquinha.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Cara de um...
...focinho do outro.
Estou aqui, de madrugada tirando leite pra fofucha poder mamar - é que como da primeira vez sou uma digníssima vaca leiteira e tem tanto que antes da criança mamar, preciso dar uma aliviada na pressão se não a bichinha não consegue... - e aproveito para constatar o fato de que meus bebês nasceram muito parecidos. Ao longo do tempo há de ter fotos melhores, mas por hora essas bastam para ver a semelhança.

Estou aqui, de madrugada tirando leite pra fofucha poder mamar - é que como da primeira vez sou uma digníssima vaca leiteira e tem tanto que antes da criança mamar, preciso dar uma aliviada na pressão se não a bichinha não consegue... - e aproveito para constatar o fato de que meus bebês nasceram muito parecidos. Ao longo do tempo há de ter fotos melhores, mas por hora essas bastam para ver a semelhança.

sábado, 14 de janeiro de 2012
Somos Quatro
Já estamos em casa, pessoal. Marina passa bem; Antonio já olha direitinho na direção dela quando falamos: "Cadê a Marina?"; e eu, apesar das dores pós-cesária - depois conto minha experiência com os dois tipos de parto - sou a pessoa mais feliz do mundo!
Queria dizer que sei bem o quanto tinha um montão de gente tão ansiosa quanto nós para que tudo desse certo. Da minha obstetra ao pediatra - grande tio Jofre! que assim que pesou a moçoila foi no meu ouvido dizer: 2 e meio! - passando por toda a nossa família e amigos que estavam lá presentes de corpo ou coração até a nossa legião virtual aqui que nunca nos abandona.
Merecíamos e a torcida foi sensacional. Fiquei boba quando vi que o blog teve 350 acessos só ontem. Todo mundo querendo saber da Marinoca. Antonio, sua irmã é responsável pelo nosso maior ibope até agora. Engole aí. Você fazendo gracinhas, evoluindo nas terapias, passando por cirurgias... e ela só bastou nascer para explodir de popularidade.
Beijo em todo mundo,
Adriana, Cesar, Antonio e Marina
pronta pra ir embora:

Meu irmão babão:

A cara do papai não está das melhores, mas juro que estávamos felicíssimos ao deixar o hospital hoje de manhã com nossos dois pimpolhos nos braços.

E em casa! amanhã tem mais fotos selecionadas!
Queria dizer que sei bem o quanto tinha um montão de gente tão ansiosa quanto nós para que tudo desse certo. Da minha obstetra ao pediatra - grande tio Jofre! que assim que pesou a moçoila foi no meu ouvido dizer: 2 e meio! - passando por toda a nossa família e amigos que estavam lá presentes de corpo ou coração até a nossa legião virtual aqui que nunca nos abandona.
Merecíamos e a torcida foi sensacional. Fiquei boba quando vi que o blog teve 350 acessos só ontem. Todo mundo querendo saber da Marinoca. Antonio, sua irmã é responsável pelo nosso maior ibope até agora. Engole aí. Você fazendo gracinhas, evoluindo nas terapias, passando por cirurgias... e ela só bastou nascer para explodir de popularidade.
Beijo em todo mundo,
Adriana, Cesar, Antonio e Marina
pronta pra ir embora:
Meu irmão babão:
A cara do papai não está das melhores, mas juro que estávamos felicíssimos ao deixar o hospital hoje de manhã com nossos dois pimpolhos nos braços.
E em casa! amanhã tem mais fotos selecionadas!
Assinar:
Postagens (Atom)