Atenção!

"(...) apesar de ter mergulhado de cabeça nesse misterioso mundo das lesões neurológicas e suas possíveis consequências, não sou médica. Tudo o que coloco aqui são impressões e experiências pessoais. (...) Enfim, não sou uma profissional da saúde, apenas uma mãe muito, muito, muito esforçada em início de carreira".



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Antonio, cadê Marina?

Tá comigo, mamãe. Se preocupa não...





Promessa: Em breve, conto como está o comportamento do Antoninho com a chegada da irmã e posto fotos desses primeiros 18 dias de Marina Maia Matos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Filhos do Cesar

Antoneco, mamãe tá passando mal por não poder escrever aqui na frequência usual... Mas o negócio tá punk! Não tô reclamando não. Meus filhos estão lindos e saudáveis e eu continuo transbordando de felicidade. E, olha, já estou cansada há tanto tempo que nem estou achando assim tão diferente... O negócio mesmo é que todo o meu tempo está ocupado. Quando não estou com você, estou com a sua irmã e vice-versa. Seu papai, idem. Pra variar, o moço está nos dando a maior força. Papai nota 1000 de sempre.

Então, resolvi homenageá-lo. É que ele chegou em casa ontem com umas carteirinhas antigas dele da época de colégio e tal... coisas que ele catou de recordação na casa em que ele morou e que foi vendida. E as fotos 3x4 dele pequeno realmente lembram muito você. Ou, no caso, vocês. Já que Marininha está mesmo muito parecida com meu filhote lindo. Ou seja, ninguém nunca poderá dizer que tive filho do padeiro.

beijo!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Primeiras Visitas

Continuando a série "primeiras"...

(que, aliás, acaba aqui. Afinal, esse blog é seu, né, filhote?! Você até empresta para a irmã, mas já está na hora da mamãe voltar a falar de você como sujeito principal)

Bom, mamãe papou mosca e não tirou foto de todos que foram nos visitar, mas acho importante esse post sobre as visitas porque isso também foi uma experiência nova e diferente para nós. Muitos foram ver papai e mamãe no hospital quando você nasceu, filho. Mas não ter o bercinho com um bebê dentro no quarto foi algo bastante doído naquela época. Ficávamos lá explicando o que nem nós ainda estávamos entendendo para os amigos que apareciam. Foram dias de muita angustia em que recebemos muito apoio. Muitos faziam questão de ir até lá, mesmo que para nos ver rapidinho na salinha ao lado de fora da UTI, onde você estava. Passávamos a maior parte do tempo enfurnados lá dentro e era muito bom ter visitas de carinho nesses dias difíceis. Mostrávamos você por fotos e filminhos que fazíamos lá de dentro. Ninguém podia entrar. Só papai e mamãe e, em um dia da semana, os avós. Sua vovó não perdeu um. E a bisa também foi liberada! Enfim, são lembranças ainda muito vivas na minha memória...

Por isso acho hiper válido agradecer em público a essa galera que compareceu de novo. Desta vez, só para celebrar! Familiares e amigos de verdade que ficaram muito felizes por nós. E nós por poder agora mostrar orgulhosos nossa família reúnida e saudável. Sim, Antonio, considero você uma criança saudável. Especial, devido ainda às suas dificuldades motoras que eu não sei quando e nem em que nível serão sanadas, mas totalmente alegre, com saúde e muito potencial.

Povo, muito obrigada por fazer parte de nossas vidas.

Vovô Pedro e Antoninho, os primeiros que eu me lembro de ver no quarto:










Grande Bisa! Que, contaram, emocionou todo mundo lá na cafeteria do berçário ao chorar copiosamente quando papai apareceu com Marina nos braços.

















Tia Thalita!


Tia Bianca e vovó Tella, nossa acompanhante noturna:












Foram ainda:
Tia Paulette, tio Jander e tio Bruno
Tio Marquinhos, tia Camila
Fernando, Jaiê e Deca, amigos da mamãe da faculdade
Tio Gennaro, Teb e Dê
Família do papai toda: vovó Zita, vovô Antonio, tia Andrea, tio Antonio, primica Maria Antonia, tia Cris...
Julia Paula, diretamente de Portugal, representando a parte lusa da família
a dinda do Antonio Pedro e minha irmã, Tati
Tia Carmen
e acho que foi isso.







Nota: Marina completa hoje 1 semana de vida! E o umbigo caiu ontem, dia 18.01.12, só pra ter registrado.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Primeiras Horas

Bom, depois do parto em si, acho que pelo que mais ansiávamos era a ida do Cesar ao berçário, acompanhando Marina e o pediatra. E nossa pequena no telão da maternidade com uma cegoinha do lado. Sei lá, como se devêssemos isso aos nossos familiares e também quiséssemos para nós essa experiência tão... normal. Mas que pra gente era um sonho engolido.

Por incopentência alheia, não tenho registros desse momento. Só das imagens feitas pelo papai do lado de dentro. Mas já servem. Olhem aí Marinoca na incubadora em suas primeiras horinhas como qualquer bebê. Espertona, olhão aberto e se remexendo toda. Alívio...

Números da moçoila: Apgar 9 e 10! 46cm e 2,5kg cravados!

video

Para você, filhote:

Antoninho, você não apareceu na TV da maternidade, não foi pro berçário e não ganhou apgar 9 e 10 como a sua irmã. Mas, você, justamente por ter sido o responsável pelo maior susto de nossas vidas, nos fez crescer anos em horas e tenho ceteza que por causa de toda a nossa história juntos como família desde então nos tornou pais infinitamente melhores pra você, lógico, e para ela. Você deu esse presente a Marina, filho. Graças a sua vinda atribulada, somos hoje uma família sólida, forte, consciente, humilde e muito, muito, muito feliz.

Do Início:

Oi perereco, oi pessoal... Mamãe deu uma sumida porque ainda estamos naqueles primeiros dias punks! Mas vamos combinar assim: sempre que eu tiver um tempinho, venho aqui postar algo sobre o início de Marina em nossas vidas, ok?

Vamos começar com o vídeo do parto. A recuperação do parto normal é melhor que a da cesária? Sim. Diria até que a do parto normal é praticamente imediata, mas... ver um filho nascer com tranquilidade, num ambiente de risco controlado e escutá-lo chorar!!!! Isso não tem preço.

video

E, tirando os dois primeiros dias em que a dor é bem desconfortável e que todos brigam para você não falar ao mesmo tempo em que não param de falar com você, a coisa é bem suportável. Eu adotei uma tática de falar baixo e devagar. Acho que funcionou. Senti dor por gases apenas uma vez no dia seguinte. Fora isso, o sofrimento maior é onde foi o corte mesmo. Arde muito no começo, depois parece que está esgaçando tudo e, por fim, à medida que o tempo vai passando, todos esses incômodos vão diminuindo progressivamente. No primeiro dia, qualquer movimento - até na cama - é dolorido e difícil; hoje - 6 dias depois - já até pego o Antonio no colo um pouquinho. O que ainda não consigo é abaixar até o chão e carregar peso por muito tempo. Mas também, nem pode... Amanhã vou na Isabella fazer a revisão, mas acho que estou me recuperando bem.

Ah! quero falar também da anestesia. É bem diferente. E pior. Talvez seja o que eu mais achei ruim entre um parto e outro. É uma sensação bem estranha, formiga e depois parece que tem o peso de um trem em cima de você. Dá um pouco de enjôo e uma sonolência desconfortável. Fiquei consciente o tempo todo, mas assim, me sentindo meio mal. Depois que a criança nasce e é aquele alívio, ficamos um período grande ainda para ser costurada e limpa. Dá muito nervoso ficar sem sentir as pernas por umas duas horas. Ver as enfermeiras mexendo comigo pra cá e pra lá me fez lembrar de você, Antonio, de como deve ser horrível mesmo depender dos outros para mexer seu corpo... E isso fez a mamãe te admirar ainda mais. Acho que você tem muito com o que lutar todos os dias e nunca demonstra que quer desistir.

Beijo meu guerreirinho. Beijo, pitoquinha.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Cara de um...

...focinho do outro.

Estou aqui, de madrugada tirando leite pra fofucha poder mamar - é que como da primeira vez sou uma digníssima vaca leiteira e tem tanto que antes da criança mamar, preciso dar uma aliviada na pressão se não a bichinha não consegue... - e aproveito para constatar o fato de que meus bebês nasceram muito parecidos. Ao longo do tempo há de ter fotos melhores, mas por hora essas bastam para ver a semelhança.




sábado, 14 de janeiro de 2012

Somos Quatro

Já estamos em casa, pessoal. Marina passa bem; Antonio já olha direitinho na direção dela quando falamos: "Cadê a Marina?"; e eu, apesar das dores pós-cesária - depois conto minha experiência com os dois tipos de parto - sou a pessoa mais feliz do mundo!

Queria dizer que sei bem o quanto tinha um montão de gente tão ansiosa quanto nós para que tudo desse certo. Da minha obstetra ao pediatra - grande tio Jofre! que assim que pesou a moçoila foi no meu ouvido dizer: 2 e meio! - passando por toda a nossa família e amigos que estavam lá presentes de corpo ou coração até a nossa legião virtual aqui que nunca nos abandona.

Merecíamos e a torcida foi sensacional. Fiquei boba quando vi que o blog teve 350 acessos só ontem. Todo mundo querendo saber da Marinoca. Antonio, sua irmã é responsável pelo nosso maior ibope até agora. Engole aí. Você fazendo gracinhas, evoluindo nas terapias, passando por cirurgias... e ela só bastou nascer para explodir de popularidade.

Beijo em todo mundo,
Adriana, Cesar, Antonio e Marina

pronta pra ir embora:


Meu irmão babão:


A cara do papai não está das melhores, mas juro que estávamos felicíssimos ao deixar o hospital hoje de manhã com nossos dois pimpolhos nos braços.


E em casa! amanhã tem mais fotos selecionadas!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Foto Oficial

Filha,

mamãe tá doida pra contar um monte de coisa, mas tô escondida vindo aqui postar essas rapidinhas. Todo mundo briga que eu não posso falar, não posso levantar... Mas tô tão feliz! Bom, amanhã, a gente vai pra casa e lá arranjo tempo pra escrever. No momento, segue a sua foto oficial da Perinatal, toda largadona... Enquanto isso, estamos aqui esperando seu papai e seu irmão chegarem para nos verem hoje. Estamos morrendo de saudades.

beijo, perereca!

Ei-la







































quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Marina morena?

Gente, marina nasceu e linda e esta tudo ótimo com a família toda. Ela conseguiu chegar aos 2,5kg! A cesariana correu sem problemas. Toda equipe respirou aliviada com a gente... Enfim, tudo de bom. No mais, marina e a cara do Antonio. So parece mais moreninha. Papai continua apostando q ela vai ser Loirinha. Vamos ver. Beijo pra todo mundo!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Na Caixola

Oi Antoninho,

mamãe vai falar hoje sobre o que anda rondado a minha cabeça nestes últimos dias pré-Marina.

Bom, começo primeiro com a pergunta que a maioria me faz? Se estou nervosa. Olha, acho que não, sabia? Talvez a palavra melhor seja um pouco ansiosa. Sei lá, tenho tanta coisa pra pensar, pra organizar, pra me preocupar que não sobra muito tempo pra eu ficar nervosa. Isso por um lado é bom. E mostra que a minha cabeça está realmente ocupada.

Minha principal preocupação esses dias, óbvio, é com a saúde e monitoramento da Marina na barriga. Mas também tenho passado muito tempo me ocupando com como ficará, você filhotinho, nesse tempinho em que a mamãe estará no hospital. Coisas bem práticas mesmo, que dizem respeito a sua rotina. Aí, tomei algumas atitudes como fazer tabelas grandes e colar pelas paredes com horários, quantidade e qualidade da sua alimentação e dos seus remédios. Para que ninguém se confunda ou pape mosca. Vou ensinar vovó e Miriam a também se virarem com a gastro, caso precise, na falta do papai ou da tia Carmen. E estou fechando todo o seu cronograma de atividades para que vovó e tia Carmen assumam a ida até eles sem a presença da mamãe pelo menos por um tempo.

Fora isso, também precisei arrumar a mala da maternidade; comprar coisas de farmácia para a chegada da Marina em casa; terminar de arrumar o quartinho e as coisinhas dela e cuidar minimamente de mim. Me refiro a fazer pé e mão, depilação, sobrancelha... Pra eu não ficar muito horrorosa no hospital e nos primeiros dias que sei bem como serão punks! Acredito piamente que quando nós mulheres estamos com essas coisas em dia, ajuda a fazer com que não nos sintamos tão trapo. Nem sou muito mulherzinha de um modo geral, mas um mínimo de cuidado e limpeza me deixa mais tranquila e feliz.

Bem, agora um tópico mais complicado e que tem sim me feito pensar bastante: como será a divisão da minha atenção entre os meus filhotes nos primeiros meses de caos. Já escutei muito conselho de amigas e pessoas que sei que realmente se preocupam comigo, mas, ainda assim, tenho a sensação de que só na hora do pegapracapá eu terei que ver como agir da melhor forma possível.

Dividir a atenção entre um filho especial e um recém-nascido é a mesma coisa de dividir a atenção entre uma criança comum e um recém-nascido? Não sei. E acho que essa pergunta não tem muita resposta exata. Vai depender muito de cada criança em si, especial ou não. Mas acho que a preocupação de mãe quando um filho novo chega e existe outro já em casa é muito parecida pra todas. Assim eu sinto nas conversas que já tive com outras mães.

E por isso, pelo menos agora, o que mais me aflige é mesmo a questão do tempo que terei para me dedicar a cada um. Quero dizer que minhas tensões ainda estão muito mais no campo prático do que piscológico. Não que não estejam ligados, mas ainda não tenho nenhum aspecto emocional específico para lidar. Acho que isso vai aparecer conforme o tempo for passando. Por hora, vejo que você já está sentindo a minha falta, contato físico mesmo. Isso desde que a tia Carmen intensificou suas vindas e tem passado mais tempo cuidando de você até porque mamãe a cada dia que passa te aguenta menos no colo ou ficar no chão e passear, por exemplo. Sua carinha quando me vê após um período longo na pracinha ou que eu tenha saído de casa diz tudo. Você pede mesmo com os olhos e com as mãozinhas para que eu te pegue ou, pelo menos, fique bem pertinho.

Ainda não me preocupo tanto porque o que acontece é que enquanto eu não apareço e você está sozinho com o povo, vejo e escuto que você está bem. Não faz muita manha, não tem chorado muito, brinca, se diverte... A coisa complica quando você me vê. Aí, se remexe todo, reclama, quer porque quer ficar comigo. Mas acho que até aí, tudo bem. Normal. Minha preocupação é que você não sofra de saudade. E acho que por enquanto está controlado.

E o fato de a coisa ter acontecido assim, deu ter que ir delegando um pouco mais à medida que a gravidez foi passando e alguns problemas com ela foram acontecendo, no fim das contas foi bom. Pois será menos brusco minha sumida por horas a mais.

Enfim, minha ideia é não perder a consciência em momento nenhum de que você também precisa de mim, esteja eu com o cansaço que for, e com isso em mente conseguir passar o maior tempo possível com você com qualidade. Continuar deixando a tia Carmen bem perto e por conta da sua comida, banho, pracinha etc, mas dar umas boas fugidas enquanto a Marina dorme para te apertar, brincar, chamegar... Prometo que falta de amor você não vai sentir. Tá bom, perereco?

Mamãe te ama.

Ontem, na rede:




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Plantão Médico

Vamos dar notícias da sua irmã, perereco?

Pois é, há um tempinho que não falo da situação de Marinoca e sua barriga de pouco líquido e placenta amadurecida. Então, pra fazer um resumão e uma pequena retrospectiva, desde uma ultra que fiz com 31 semanas mais ou menos que o médico alertou para o início do problema. De lá pra cá, precisei fazer ultras regulares para acompanhar a evolução da mocinha bem de perto.

Com 33 semanas, estava tudo ainda estável. Mas ao fazer outra ultra com 35, na quinta-feira passada, o ambiente uterino da pitoquinha se mostrou um pouco pior. Por conta disso, algumas providências vêm sendo tomadas desde então. A primeira delas foi tomar duas doses de injeção de corticóide para amadurecer mais rápido os pulmãozinhos da moça e a segunda são exames de monitoramento ainda mais frequentes para tentar que ela complete 36 semanas dentro da barriga da mamãe aqui. Esse esforço todo é para que ela nasça com um peso que a possibilite ir para o berçário quando nascer e não ser mais uma a conhecer a UTI neonatal. Coisa que ela e muito menos papai e mamãe queríamos que acontecesse.

Com 35 semanas, a estimativa de peso da fofucha era de 2kg. O que não seria ideal para o nascimento. Porque o neném sempre perde um pouquinho aqui fora nos primeiros dias e o peso limite da Perinatal para se safar da incubadora é por aí, 2kg, 2,2kg... Mas, graças a tudo, todos e Deus, repetimos um exame no sábado e ela se mostrou bem e saudável, por isso ainda dava para esticar um pouco. Fiz outro ontem, domingo - porque cismei que ela não estava mexendo... - e deu tudo bem de novo! Com uma estimativa de peso melhor: 2kg300. Faço outro exame amanhã e, se tudo continuar estável - vai estar! -, minha médica consegue o que queria que era marcar o parto para quinta agora, quando ela completa 36 semanas. Sim! Quinta-feira, muito provavelmente, Marina nasce. E esperamos que nesses quatro dias restantes ela engorde mais um pouquinho para vir ao mundo com uns 2,5kg.

Por isso, esse fim de semana, pereco, passamos mais em função dela mesmo. Você também. Passou bonitinho e comportado muitas horas no sábado e no domingo lá na Perinatal com mamãe, papai, Dra. Isabella e tio Jofre.

Aliás, teve uma coisa que quero deixar aqui porque pode servir de lição para alguma outra mãe. Como o tio Jofre tava lá com a gente sábado, aproveitamos para ele dar uma olhada em você. E, para a nossa surpresa, descobrimos que você perdeu peso no último mês. E isso não era para ter acontecido. Justificativas há, claro. A virose fortíssima que você teve no fim de novembro deve ter colaborado. Mas, principalmente, acho que o período pós-virose em que a mamãe traumatizada decidiu voltar ao ritmo alimentar devagar e aos poucos foi decisivo para essa queda indesejável. Não estou me culpando ao extremo e tal, mas foi um alerta para eu ver que você precisa de comida, de volume, de fortificantes! E que não podemos bobear nisso até você atingir uma estabilidade aí nos 11kg e pouco. Por isso, a partir de ontem mesmo já aumentamos bem as calorias e o volume. E seguiremos assim. Acho até que alguns problemas que você estava voltando a ter nas últimas semanas têm a ver com isso. Você estava de novo dormindo pior, ficando mais chatinho, reclamão, babando mais, com mais necessidade de sono durante o dia... Desconfiamos de uma possível volta de refluxo até. Mas agora acho que podia ser de novo um início de fraqueza e falta de nutrição. Pouca sustância mesmo, te deixando com pouca energia e mal nutrido para dormir bem à noite. Ainda mais porque com a volta das atividades, seu gasto aumentou. Enfim, dieta refeita e agora é bola pra frente e comida pra dentro.

Pra finalizar, umas fotos numa piscina nova! Lá da casa do seu dindo, o tio Renato. No sábado depois de uma manhã e tarde inteiras na Perinatal, passamos lá no fim do dia para você dar uma relaxada.

Beijo da mamãe. Nos meus dois filhotes magrelos.














sábado, 7 de janeiro de 2012

Antes e Depois - segurando no balanço

Tico pinico,

mamãe tá dando uma passada rápida aqui pra deixar registrado uma foto muito legal de você segurando no seu balanço aqui em casa. Foi tirada esta semana e desde então estou louca para botá-la aqui. Já mostrei orgulhosa pra todo mundo do nosso dia-a-dia pelo celular e agora eis que chegou a hora de tornar a imagem totalmente pública. Que sirva de inspiração, de esperança e de alegria para outras mamães como eu, que babam a cada pequena conquista de pequenos tão guerreiros e esforçados.

Coloco antes umas fotos nem tão antigas assim de você lá na pracinha da EPV, segurando com as duas mãos na mesma cordinha. Para que a comparação com essas - em que você está com uma mão em cada corda e fazendo uma força linda pra frente - pareça ainda mais sensacional.



























Pena que o foco não ficou tão bom, mas vale pela ação. É que a mamãe ficou tão boba e feliz que demorou até ir buscar o celular para fotografar. Mas você já estava assim há um tempo. Super durinho, feliz da vida e com uma força que está surgindo agora e cada vez mais em nossa vida recém-bem nutrida.

Muito orgulho! beijo grande da mamãe.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Caixas de brincadeiras

Filho, por coincidência ou então porque nosso blogue está ficando mais conhecido por aí pelo tempo de existência, nos últimos dias mamãe tem se comunicado com algumas mães de pacotinhos especiais que nem você mais do que o normal.

Isso é ótimo! Essa troca é sensacional. Já consegui muita dica, muito apoio... conheci técnicas, tratamentos... enfim, acho que essa rede de mães especiais funciona mais do que as consultas regulares com médicos, por exemplo. Porque são pessoas realmente com experiência. Ou melhor, vivência é a palavra correta. No seu pós-cirúrgico as dicas de outras mães de filhos gastrostomizados me foram mais úteis do que as ligações para o cirurgião ou para o gastro.

Enfim, o fato é que um e-mail bem longo que escrevi ontem para uma dessas companheiras de luta acabou me dando a ideia do post de hoje.

O assunto era estimulação dentro de casa. E um dos pontos que abordei foi como fazemos aqui com seus brinquedos.

No início, assim como a busca por terapias diversas, a gente comprava tudo o que achávamos que poderia ser bom pra você. Com o tempo, fomos fazendo um estoque considerável de objetos. Alguns realmente bons, outros menos, outros nada... Mas o que quero falar é que eles ficavam todos misturados, jogados à própria sorte e sujeitos ao humor de quem fosse brincar com você ou de como a Miriam resolvia arrumá-los no dia-a-dia. O que acabava acontecendo é que muita coisa ficava guardada e esquecida e você brincava sempre com as mesmas coisas. Aquelas que estavam mais à mão.

Acho também que como você demorou a conseguir interagir muito com eles, me refiro a pegar, conseguir realizar tarefas e tal..., a gente caia na armadilha da acomodação e não lembrava muito de variar as brincadeiras.

Mas isso mudou radicalmente quando mamãe arregaçou as mangas e decidiu imitar a configuração do consultório da tia Suzane, sua T.O. Lá ela separa tudo em caixas. E assim eu fiz aqui em casa.

Claro que isso só foi possível após esse período de armazenamento. Só com quantidade é que consegui enxergar a necessidade de organização. E, afinal, acho que as coisas têm seu tempo mesmo. Foi bom irmos comprando traquitanas de acordo com nosso sentimento do momento. Ou por indicação de algum terapeuta. Apesar de no começo elas terem ficado meio misturadas, isso ajudou a irmos administrando nossa ansiedade e evitou frustrações. Imagino uma mãe que acaba de ter um filho especial e decide ir ao shopping comprar todos os brinquedos do mundo com o intuito de estimular o filho. Pois assim que saímos do hospital com um pacotinho como você, Antonio, a principal palavra que escutamos é 'estimulação' e suas variáveis. Mas minha opinião hoje é que, além de confusas, as pobres mãe e criança não conseguiriam nunca dar vazão à tanta expectativa.

Enfim, meu ponto é que - hoje - graças a essa organização em caixas, conseguimos estruturar melhor nossas brincadeiras do dia-a-dia. E você acaba com uma experimentação rica e variada. Fora que é uma boa maneira de sair da rotina e não cair no tédio. Por fim, faz muito bem à cabeça. Pelo menos para a minha. Pois fico com uma sensação boa de que estou fazendo algo com propositos definidos em busca de resultados.

Nós aqui temos caixas de massinhas de tipos, cores e densidades diferentes; caixa de desenhar com giz de cera, pilot e lápis de cores diversos também em cores e tamanhos; caixa de carrinhos; de quebra-cabeças; de bolas mil; de brinquedos com ventosas que grudam em superfícies ou no espelho; de bichinhos; de colares e pulseiras variados; de instrumentos musicais; fantoches ou bichos que cantam, falam etc; um balde de brinuedos de encaixe; outro com brinquedos de causa e efeito com música e sons; e uma caixona que chamo de sensorial com um monte de porcaria que vai de buginganga de camelô, passando por brindes de festinhas a brinquedos daquele site que compro coisas sensoriais. Essa é a maior e mais zoneada...

Não importa do que serão as caixas. Vale tudo. Basta dar asas à imaginação e criar um padrão de separação com um mínimo de lógica. Depois é revezá-las no dia-a-dia. Assim, a criança brinca com qualidade e a casa até consegue parecer arrumada já que não vão estar todos os brinquedos espalhados ao mesmo tempo. Eu aconselho.

beijo pitoco!














quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

De Volta à Natação

É isso aí, filhotinho, aos poucos estamos retomando todas as nossas atividades e reorganizando sua agenda de miniexecutivo-trabalhador. Hoje foi o dia de voltarmos à piscina com a tia Eliane, hidroterapeuta.

Pontos positivos: Você não estranhou nada. Nem a tia, nem a piscina, nem a água... Mas mamãe já esperava por isso. Afinal, é um peixinho. Fez a aula bonitinho. Não tirava o olho da amiguinha que estava também na piscina e se divertiu como antigamente. Destaque para você tentando segurar a barra que tem na piscina. Antes você até direcionava a mão, mas era muito difícil fazer o movimento da garra. Hoje a tentativa da garra apareceu assim que a tia Eliane te colocou em frente à barra. Apesar de você ainda não conseguir segurar firme, mamãe ficou muito feliz. Um movimentinho de cada vez e um dia a gente chega lá! Por fim, tia Eliane te achou mais forte e mais durinho de um modo geral. Controle de cabeça excelente. Mas a gente já sabia! Uhu!!!

De negativo ou observações pertinentes, prefiro assim: tia Eliane comentou que seus reflexos estão mesmo bastante evidentes de novo. Que é preciso quebrar seus padrões o tempo todo.

Daí vêm as maiores dificuldades que enfrentamos atualmente. Suas crises de pânico, suas inseguranças em determinadas posições. Você ainda não se reorganizou totalmente e, por isso, tem dificuldade de relaxar e sentir-se bem e seguro o tempo todo. Antes da fase do início das complicações com a desnutrição, essa parte de tirar seus reflexos já estava bastante adiantada. Com tia Suzane e cia ralando pra te deixar cada vez com menos padrões ruins. E estávamos com muito poucos mesmo. Mas aí a coisa degringolou com nosso período negro que durou mais ou menos de julho ao fim agora de novembro, quando já recuperado da gastro começamos a voltar às atividades.

Enfim, esses 5 meses de férias forçadas deixaram sequelas. Mas... já estamos correndo atrás do prejuízo. E a expectativa é que quanto mais tempo passar de rotina de exercícios e estimulação, mais você vai voltar a relaxar e a se reorganizar. O que você precisa é reconquistar a confiança em você mesmo, em relação ao seu sistema proprioceptivo. E mamãe está aqui para te ajudar. Sempre!

Seguem algumas imagens e aproveito para mostrar, como falei, como estamos fazendo para proteger o botton na água.


Primeiro, passamos álcool 70% na pele em volta do botton, onde vamos colar o Tegaderm:












Depois, é hora de colar o Tegaderm. Como eu disse, estávamos usando o pequeno antes - de 6cm x 7cm - mas ele saia fácil. Aí, passamos a usar o maior - de 10cm x 12cm - e funciona bem mais, porque a área de contato com a pele é muito maior.

O 'errado':












E o certo:
































Agora é hora de botar a faixa de lycra em volta de tudo.













Tô pronto!


Ôpa, faltou minha sunga da natação...



E na barra:


Passeando de olho na amiga:





























De cavalinho:












Na plataforma:



Pra lá e pra cá...



























No disco:












E acabou.